Após 10 meses da morte de Inara Karina Tribess, o ex-marido foi condenado pelo crime em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense. A mulher foi morta na presença da filha de 3 anos no dia 1º de maio de 2025. O réu deve cumprir 35 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio.

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De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o homem estrangulou a companheira após descobrir que ela pretendia terminar o relacionamento. Na época do crime, a mãe da vítima contou que o casal estava junto desde 2020, mas passaram a morar juntos apenas em 2024.

O homem já era reincidente, pois já foi condenado por tráfico de drogas, o que influenciou no cálculo da pena.  A sessão do Tribunal do Júri ocorreu no Fórum de Jaraguá do Sul e teve os depoimentos das testemunhas, o interrogatório do réu e os debates entre defesa e acusação, esta conduzida pela promotora de Justiça Maria Cristina Pereira Cavalcanti, da 4ª Promotoria de Justiça da comarca.

Relembre crime

Inara Karina Tribess, de 25 anos, foi encontrada morta na manhã de 1º de maio de 2025, no bairro Jaraguá 99. A Polícia Militar foi acionada após a mãe da vítima relatar que encontrou a filha inconsciente dentro de casa. Ao chegar ao local, os policiais constataram que a jovem já estava sem vida.

Em seguida, a Polícia Militar iniciou buscas pelo suspeito e recebeu informações de que ele havia fugido para a cidade Barra Velha, onde o veículo utilizado foi localizado. Os policiais, porém, descobriram que o homem deixou o município do Litoral Norte catarinense em um carro de aplicativo.

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As buscas continuaram até que o suspeito foi localizado no bairro Ribeirão da Onça, em Luiz Alves, onde foi detido após um cerco policial. Durante a abordagem, o homem afirmou não poder revelar a motivação do crime. Ele alegou que a vítima fazia uso de entorpecentes e que teria sido agredido por ela, apresentando arranhões no pescoço.

O suspeito, de 26 anos, possui 17 registros policiais e cumpria pena por tráfico de drogas, com prisão realizada em 2023, quando foi detido junto com a companheira. Desde 2024, ele estava em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.