Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) identificou e teve como alvo um homem suspeito de realizar comentários de teor sexual explícito direcionados a uma criança em uma rede social. A ação, denominada Operação Exposed, foi realizada na manhã desta quinta-feira (18), em Tubarão, no Sul do Estado.
Continua depois da publicidade
A investigação é conduzida pela 8ª Promotoria de Justiça da Comarca de Tubarão, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO. Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais ligados ao investigado.
Segundo o MP, a apuração começou após uma denúncia anônima informar que o autor de comentários obscenos publicados em uma rede social residia em Santa Catarina. As mensagens direcionadas a uma criança, filha da influenciadora digital, teriam sido feitas em um vídeo publicado pela mãe. Utilizando um perfil falso, o suspeito teria direcionado comentários de conotação sexual a uma criança de aproximadamente dois anos.
Perfil falso foi identificado durante investigação
Após o recebimento da denúncia, o CyberGAECO iniciou um trabalho de inteligência cibernética para identificar o responsável pelas postagens. Conforme o Ministério Público, os agentes conseguiram quebrar o anonimato do perfil utilizado e localizar o suspeito.
Com base no relatório técnico produzido pela equipe especializada, a Promotoria solicitou ao Poder Judiciário a expedição de mandados de busca e apreensão. O objetivo da medida é recolher dispositivos eletrônicos que possam auxiliar no avanço das investigações e na coleta de novas evidências.
Continua depois da publicidade
De acordo com o MPSC, o investigado possui dois registros policiais anteriores relacionados ao crime de estupro de vulnerável, tendo sido indiciado por essas práticas no passado.
Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina para realização de perícias. Após a elaboração dos laudos, as evidências serão analisadas pelo CyberGAECO para dar continuidade às investigações.
A operação contou ainda com a colaboração do Ciberlab, laboratório vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O caso tramita sob sigilo judicial.

