Um hostel que oferecia serviços em condições precárias foi interditado pela segunda vez em Joinville. O albergue havia sido interditado pela primeira vez em janeiro, mas voltou a funcionar e, por isso, foi alvo de uma nova ação na quarta-feira (8). A operação foi realizada pelo Grupo de Ação de Ordem Pública (GAOP), que une a prefeitura da cidade e as forças de segurança.
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O local, que se denomina como hostel, ficava no bairro Anita Garibaldi, tinha cerca de 50 dormitórios e apresentava condições sanitárias adequadas, representando risco à saúde pública. Entre as irregularidades, estão número insuficiente de banheiros e chuveiros em relação à capacidade de hóspedes, banheiros e chuveiros em condições precárias de conservação e higiene e cozinha comunitária aberta, sem barreiras físicas, controle de acesso e condições adequadas para manipulação segura de alimentos.
Além disso, os dormitórios têm cerca de 4 metros quadrados, construídos com estruturas em madeiras e paredes de telhas de fibrocimento, com piso de brita ou material impróprio, além de ventilação e iluminação inadequadas.
Diante da falta de regularização e reabertura do local sem autorização, o estabelecimento foi novamente interditado pela Vigilância Sanitária e as pessoas que estavam no local foram retiradas. Além disso, a pessoa que se apresentou como responsável pelo local foi conduzida à delegacia pela Polícia Civil.
Durante a operação, a Secretaria de Meio Ambiente também apresentou um auto de embargo e interdição ambiental por conta da falta de tratamento de efluentes e poluição hídrica; um auto de infração por ausência de acessibilidade, já que o local possui alvará de localização para atividade de hospedagem; e um auto de infração ambiental pela permanência da ligação irregular de esgoto, já notificada anteriormente.
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— Eles não respeitaram a interdição e ocuparam novamente. Por isso, ele foi interditado mais uma vez e foram aplicadas novas sanções. Não podemos permitir que as pessoas residam em locais insalubres, sem as mínimas condições de higiene. É uma questão de saúde pública — explica Paulo Rogério Rigo, secretário de Proteção Civil e Segurança Pública.
Outro imóvel interditado em Joinville
Também nesta semana, a Defesa Civil fez o monitoramento de um imóvel que abrigava várias kitnets e havia sido interditado em março, no bairro Boa Vista. A interdição ocorreu diante da precariedade da estrutura e das instalações. O local era habitado por cerca de 30 pessoas, incluindo crianças.
O imóvel vinha sendo acompanhado desde agosto de 2025 pelo órgão, com reiterados avisos ao proprietário para que fizesse a desocupação. Caso não tivesse sido desocupado na nova visita, o imóvel também seria alvo de operação do GAOP.
— Foi feito o acompanhamento para ver se a interdição estava sendo cumprida e foi confirmado que o local foi desocupado — informa Rigo. O estabelecimento poderá ser reaberto se regularizadas todas as exigências.
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O que é o Grupo de Ação de Ordem Pública
Esta foi a 16ª operação do GAOP realizada neste ano. O grupo é coordenado pela Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública, com os efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Guarda Municipal, Detrans e Defesa Civil, além de contar com o apoio das secretarias de Meio Ambiente, Assistência Social, Habitação, Saúde, Infraestrutura e Comunicação.
Instituído no segundo semestre de 2024, o grupo atua em várias frentes, como o monitoramento de Áreas de Preservação Permanente e terrenos do Município, a fim de coibir ocupações irregulares, e o combate aos furtos de fiação elétrica e embriaguez no trânsito. O GAOP também faz vistorias em imóveis abandonados ou suspeitos, como o albergue interditado.




