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IBGE aponta aumento da área agrícola e silvicultura, principalmente na área central de SC 

Florestas cultivadas de pinus e eucalipto cresceram 51% em dezoito anos

26/03/2020 - 15h31 - Atualizada em: 26/03/2020 - 18h43

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Darci
Por Darci Debona
Silvicultura aumentou 51% em oito anos, em Santa Catarina
Plantio de eucalipto aumento pela demanda de indústrias de celulose
(Foto: )

A atividade agrícola e a silvicultura avançaram em Santa Catarina, principalmente na região central do estado, entre 2016 e 2018, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A área de silvicultura, que são as florestas cultivadas, passou de 7.004 quilômetros quadrados em 2016, para 7.106 quilômetros quadrados em 2018. Isso representa 7,42% da área do estado. Em 2000 a silvicultura representada apenas 4,91% do território do estado, com 4.699 quilômetros quadrados. Ou seja, em dezoito anos a área de silvicultura cresceu 51% em Santa Catarina.

Mapa do uso da terra em Santa Catarina
Silvicutura é a parte em verde escuro, entre Lages e Caçador. O amarelo é área agrícola
(Foto: )

- Tivemos um aumento da silvicultura, de espécies de pinus e eucalipto, principalmente na região central do estado devido a uma demanda de indústrias de celulose e também para a geração de energia nas indústrias. E uma das regiões do país onde mais cresceu a silvicultura, depois da Bahia e Mato Grosso – disse o gerente de recursos naturais de IBGE em Santa Catarina, Fernando Peres.

Ele também destaca o crescimento da área agrícola. Ela passou de 8.411 quilômetros quadrados em 2016 para 8.706 quilômetros quadrados em 2018. Em 2000 essa área era de 7.182 quilômetros quadrados. Houve um crescimento de 21% em dezoito anos e, em 2018 a área agrícola representava 9,09% do território catarinense.

- A área agrícola teve um crescimento também na região central, região de Campos Novos, devido ao aumento de cultivo de grãos, principalmente de soja, com foco na exportação – disse Peres.

Esse crescimento se deu principalmente em cima das áreas de vegetação campestre, manejo de pastagem e do espaço denominado mosaico de ocupação em área florestal.

Esse mosaico caiu 47.295 quilômetros quadrados em 2000, para 44.968 quilômetros em 2018, numa redução de 4,9%, mas ainda representa 47,1 do território catarinense.

- Não significa necessariamente desmatamento. No mosaico há um pouco de tudo, lavoura, vegetação. São áreas de pequenas propriedades. Como são imagens de satélite por quilômetro quadrado, não dá para especificar. Mas há uma perda de vegetação sim, de remanescentes florestais – disse Peres.

Em 18 anos a vegetação florestal caiu apenas 0,8%, de 19.323 para 19.165 quilômetros quadrados. De acordo com Peres as áreas de preservação, como a Serra do Tabuleiro, e o relevo acidentado contribuem para a manutenção das florestas, que representam 20% da área de Santa Catarina.

Já a vegetação campestre caiu 13% em oito anos, de 10.846 quilômetros quadrados para 9.322 quilômetros quadrados.

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A área artificial, que são as cidades, representam 1.315 quilômetros quadrados, 1,37% do território, com maior concentração na faixa litorânea entre a Grande Florianópolis e Joinville.

No Brasil também houve um crescimento na área agrícola, de 3%, entre 2016 e 2018. Os dados são do Monitoramento de Cobertura e Uso da Terra do Brasil para 2018. O objetivo é subsidiar ações governamentais para o desenvolvimento sustentável do país.

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