O caso do corpo encontrado dentro de uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, permanece sem solução quase dois meses depois. O principal entrave na investigação, segundo o delegado Alex Bonfim, da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), é a identificação da vítima.
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Segundo o delegado, a polícia não conseguiu, até esta terça-feira (10), descobrir quem é a pessoa encontrada morta. Isso porque o corpo foi localizado em avançado estado de decomposição, o que dificultou a coleta de elementos básicos de identificação.
Além disso, também não houve correspondência com registros de pessoas desaparecidas e, por consequência, nenhum reconhecimento de familiares ou pessoas próximas. Sem a identificação da vítima, explicou o delegado, a investigação não consegue avançar para outras etapas.
Desde que o caso veio à tona, a Polícia Civil recebeu cerca de cinco denúncias, todas analisadas pelas equipes responsáveis. Contudo, nenhuma delas trouxe elementos suficientes para confirmar a identidade da vítima ou apontar suspeitos. Todas acabaram descartadas. Também não há indicação de suspeitos, pelo mesmo motivo.
Veja fotos da praia onde o corpo foi encontrado
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Vítima era um homem de idade entre 21 e 23 anos
Devido ao estado avançado de decomposição do corpo, só se sabe que a vítima era um homem, com idade estimada entre 21 e 23 anos e de estatura entre 1,60 e 1,80.
A vítima também tinha tatuagens. São elas:
- Algo semelhante a uma flor de lótus, na lateral direita do abdomen;
- Na face posterior da mão esquerda, provavelmente alguma palavra, sendo uma letra em cada dedo (não foi possível decifrar, segundo a polícia);
- Mãos em oração segurando um terço e escrito “família” logo abaixo, na parte lateral esquerda do abdômen.
Relembre o caso
O corpo foi encontrado dentro de uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no dia 28 de dezembro. Banhistas que passavam pelo local perceberam uma mala com cheiro forte, e acionaram os guarda-vidas. Dentro da mala, foram encontrados sacos com um corpo em decomposição.
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) foi acionado por volta das 17h daquele dia para checar um possível corpo no início da trilha de acesso ao Costão, na Praia do Santinho, no Norte da Ilha.
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A mala estaria presa entre as pedras na orla da praia. Ao abrir a bagagem, as equipes se depararam com sacos com um corpo em estado avançado de decomposição. Na ocasião, não era possível identificar o gênero ou a idade da vítima.







