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    Identificados homens que morreram em obra de Itapema; prédio está interditado

    Marquise caiu sobre os trabalhadores, que foram retirados dos escombros no começo desta tarde

    14/05/2020 - 16h56

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Corpos ficaram sob escombros por cerca de quatro horas
    Corpos ficaram sob escombros por cerca de quatro horas
    (Foto: )

    Foram identificados os dois homens que morreram após a marquise de um prédio de Itapema desabar sobre eles. Wilson Buss e Irineu Antonio Correa, ambos com 58 anos, trabalhavam na sacada do terceiro andar e estavam retirando a sustentação da estrutura sobre eles. Os bombeiros foram acionados por volta das 10h30min e o trabalho de remoção dos escombros, para conseguir recolher os corpos, terminou pouco depois das 14h30min desta quinta-feira (14). O prédio foi interditado.

    Conforme o diretor da Defesa Civil de Itapema, Moisés Cesar Filho Motta, apenas após o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) será possível afirmar a causa do acidente. Porém, suspeita-se de excesso de peso nas estruturas. Irineu, o filho dele e Wilson trabalhavam na ampliação das sacadas. Segundo o IGP, as duas vítimas estavam retirando as escoras de sustentação da laje que caiu. O engenheiro responsável pelo serviço será ouvido para apuração dos fatos.

    "Quanto ao prazo de conclusão do laudo do IGP, é difícil dizer exatamente quanto tempo levará pois depende de muitos fatores, e se trata de um caso bem complexo", informou, por nota, a instituição.

    A Defesa Civil determinou a imediata demolição das demais sacadas e marquises (12 no total). Quatro delas ficam ao lado das que despencaram e já apresentam rachaduras, segundo Motta. As demais estão em outro bloco do residencial, do outro lado da Rua 272, no bairro Meia Praia. A retirada pode acontecer ainda nesta quinta, pois o pedido foi em regime de urgência. O responsável pelo imóvel também terá de contratar um engenheiro que fará a análise de toda a construção.

    Se o documento dele afirmar que não há perigo, as duas famílias que vivem no local poderão voltar aos apartamentos após a autorização da Defesa Civil. De acordo com Motta, as demais habitações estão vazias porque são de veraneio. Ainda não há previsão para a conclusão do laudo e possível retorno dos moradores.

    — Interditamos um trecho dos dois lados da rua por precaução, até a demolição das marquises. Por isso, a via está em meia pista. O prédio é mais antigo, mas aparentemente o problema não atingiu a estrutura mestre — conta Motta.

    Chefe e funcionário

    Irineu era dono da IN Construções desde 2015, de acordo com informações levantadas através do CNPJ da empresa. Estava trabalhando ao lado do funcionário, Wilson, no momento em que, segundo os bombeiros, a "sacada do 4º pavimento desabou enquanto os trabalhadores estavam na sacada do 3º pavimento".

    O prédio tem o térreo e outros três pavimentos. No último andar havia a marquise sobre a sacada (veja foto abaixo). Essa foi a estrutura que cedeu, caiu sobre os trabalhadores e derrubou as demais até o solo.

    Prédio passava por obras
    Prédio passava por obras
    (Foto: )

    Polícia Civil investigará o caso

    A Polícia Civil da cidade já instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. Testemunhas e envolvidos na obra, como o engenheiro responsável, devem ser ouvidos nos próximos dias.

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