O câncer de cólon nem sempre começa com dor intensa ou sintomas alarmantes. Na maioria das vezes, ele dá sinais discretos que podem ser confundidos com estresse, má alimentação ou cansaço da rotina.

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Um inchaço abdominal recorrente, fadiga persistente ou mudanças no hábito intestinal podem ser os primeiros alerta de que algo não vai bem.

Especialistas alertam que reconhecer esses sintomas precocemente aumentam significativamente as chances de cura. Em muitos casos, a doença se desenvolve a partir de pólipos — pequenas lesões no intestino que podem ser removidas antes de se tornarem malignas.

Por que alguns tumores demoram a ser percebidos

Os sinais variam conforme a localização da lesão no intestino. Quando o tumor se forma no lado direito do cólon, os sintomas costumam ser mais silenciosos. Isso acontece porque o conteúdo intestinal nessa região é mais líquido, o que dificulta a ocorrência de obstruções perceptíveis.

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Nesses casos, pode haver sangramento lento e contínuo, muitas vezes invisível a olho nu. Com o tempo, isso pode levar à anemia por deficiência de ferro. Fraqueza constante, palidez e falta de ar sem explicação aparente devem ser investigadas.

Alterações nas fezes são sinal de alerta

Já quando o câncer atinge o lado esquerdo do cólon ou o reto, os sinais tendem a ser mais evidentes. Entre os principais sintomas estão:

  • Fezes mais finas que o habitual, descritas como “finas como um lápis”
  • Alternância entre prisão de ventre e diarreia sem causa clara
  • Cólicas abdominais frequentes
  • Sensação de evacuação incompleta ou peso na região retal

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Mudanças persistentes por mais de duas semanas exigem avaliação médica.

Exames que podem detectar o câncer antes dos sintomas

O rastreamento é a principal estratégia para reduzir mortes por câncer de cólon. O teste de sangue oculto nas fezes é simples e pode ser feito inicialmente em casa, sendo uma porta de entrada para investigação.

A colonoscopia, porém, é considerada o padrão ouro. O exame permite visualizar diretamente o intestino e remover pólipos suspeitos no mesmo procedimento, funcionando tanto como prevenção quanto como tratamento precoce.

Quem deve fazer o rastreio

As diretrizes internacionais recomendam que pessoas com risco médio iniciem o rastreamento aos 45 anos. A mudança na idade mínima ocorreu após o aumento de casos em adultos mais jovens.

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Quem tem histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas associadas ao câncer colorretal deve começar o acompanhamento antes, sob orientação médica.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura

O câncer de cólon tem altas taxas de cura quando identificado nas fases iniciais. Por isso, ignorar sintomas persistentes pode atrasar um diagnóstico que poderia ser simples.

Falar sobre saúde intestinal não deve ser tabu. Procurar ajuda médica ao notar alterações no corpo é um ato de prevenção. Detectar cedo pode significar tratamento menos invasivo, recuperação mais rápida e maior qualidade de vida.

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*Por Raphael Miras