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Igrejas de Blumenau vão permanecer sem missas ou cultos mesmo após decreto de Bolsonaro 

Líderes religiosos falam em “manter a prudência” e “preservar as pessoas” em meio à pandemia do novo coronavírus 

26/03/2020 - 14h05 - Atualizada em: 26/03/2020 - 14h30

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Augusto
Por Augusto Ittner
Catedral São Paulo Apóstolo, no Centro de Blumenau, esvaziou os pontos com água benta.
Catedral São Paulo Apóstolo, no Centro de Blumenau, esvaziou os pontos com água benta.
(Foto: )

Líderes das igrejas Católica, Luterana e Evangélica de Blumenau sinalizaram que vão manter a suspensão de cultos e missas mesmo após o decreto do presidente Jair Bolsonaro que incluiu a atividade religiosa como “serviço essencial”. O entendimento é de que é preciso manter cautela para evitar a propagação do novo coronavírus no Vale do Itajaí.

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O coordenador da Pastoral da Comunicação da Diocese de Blumenau, o Padre Raul Kestring, diz que a Igreja Católica “seguirá as orientações do governador Moisés”.

A alegação é de que mesmo com o decreto que permite atividades religiosas, as aglomerações devem ser evitadas. Vale destacar que os católicos estão às vésperas da comemoração de Páscoa e mesmo assim as celebrações com público estão suspensas. Os dois principais templos, a Catedral São Paulo Apóstolo e o Santuário Nossa Senhora Aparecida, seguem de portas abertas para orações individuais.

O presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos de Blumenau (Omeblu), o Pastor Vilmar Floriano, diz que as congregações precisam “manter a prudência”. A orientação da entidade é para que os líderes evangélicos não façam cultos e mantenham o zelo com as pessoas durante os tempos de preocupação com a Covid-19.

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— Importante isso (o decreto do presidente) pelo entendimento de que a igreja é um pronto-socorro espiritual. Mas ainda vamos priorizar a prudência. É possível, sim, esperar mais um domingo sem cultos — argumenta o presidente da Omeblu.

Na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) não é diferente. De acordo com o Pastor Milton Jandrey qualquer evento com pessoas está suspenso “por tempo indeterminado”.

— Suspendemos cultos presenciais e atividades da pastoral com pessoas, e isso não vai mudar. Até quando? Não sei. Estamos atentos, vamos acompanhar em nível local as decisões das autoridades para, aí sim, sabermos quando e como voltar — ressalta Jandrey.

O decreto

O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que torna as atividades religiosas parte da lista de atividades e serviços considerados essenciais em meio ao combate ao novo coronavírus.

Por conta disso, os templos estão autorizados a funcionar mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus. Segundo o texto, porém, o funcionamento da atividade religiosa deverá obedecer as determinações do Ministério da Saúde.

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