nsc
dc

PANDEMIA 

Igrejas de SC sinalizam que vão manter suspensão de cultos e missas mesmo após decreto 

Entendimento de líderes religiosos das maiores cidades do Estado é de que é preciso evitar eventos com aglomerações 

26/03/2020 - 13h36 - Atualizada em: 26/03/2020 - 15h46

Compartilhe

Augusto
Por Augusto Ittner
­
(Foto: )

Mesmo após o decreto do presidente Jair Bolsonaro que incluiu igrejas como serviços essenciais, líderes religiosos das três maiores cidades de Santa Catarina sinalizaram que vão manter a suspensão de cultos e missas. O entendimento geral é de que é preciso manter o isolamento e evitar aglomerações como forma de evitar a propagação do novo coronavírus no Estado.

> Em site especial, saiba tudo sobre o novo coronavírus

Em Florianópolis, a Arquidiocese destaca que “nada muda”, apesar do decreto. A alegação, conforme assessoria de imprensa, é de que a circunscrição estadual da Igreja Católica vai seguir as orientações do governo do Estado e do Ministério da Saúde. O mesmo vale para as igrejas evangélicas. Conforme o pastor Renato dos Santos, do Conselho de Pastores da Capital (Conpaf) e presidente da Comunidade Cristã Nova Geração, a determinação é de que não haja cultos:

— Podemos abrir para atender pessoas e para orações individuais. A orientação que temos do governo do Estado é para que esses encontros tenham, no máximo, duas pessoas por vez. Reuniões ainda não estão liberadas — afirma.

Na maior cidade do Estado, Joinville, a Diocese deixou a decisão de abrir ou não as igrejas para orações individuais para cada pároco. Mesmo assim, a maioria optou por manter as portas fechadas. Os poucos que abriram precisam manter regras sanitárias rígidas. Missas, celebrações, encontros e reuniões continuam suspensos. Já o Conselho de Pastores da cidade aguarda uma decisão da Secretaria de Saúde. Enquanto isso as congregações permanecem sem cultos.

No Vale do Itajaí não é diferente. Em Blumenau, dois dos principais templos da cidade, a Catedral São Paulo Apóstolo e o Santuário Nossa Senhora Aparecida, não terão missas ou encontros. Os locais, porém, permanecem de portas abertas para os que individualmente quiserem rezar. O mesmo vale para a Ordem dos Ministros Evangélicos (Omeblu). O presidente Vilmar Floriano, diz concordar que igrejas são “um pronto-socorro espiritual”, mas reforça que é preciso primeiro cuidar das pessoas.

— Vamos priorizar a prudência, com a liberdade para aqueles que quiserem orar individualmente, mas com muita prudência — reforça Floriano.

O decreto

O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que torna as atividades religiosas parte da lista de atividades e serviços considerados essenciais em meio ao combate ao novo coronavírus. Por conta disso, os templos estão autorizados a funcionar mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus. Segundo o texto, porém, o funcionamento da atividade religiosa deverá obedecer as determinações do Ministério da Saúde.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Saúde

Colunistas