Cidade é uma das mais caras para morar no país (Foto: Alan Pedro, Arquivo DC)
Morar em Florianópolis está cada vez mais caro. A realidade de muitos moradores da capital catarinense é vista através dos dados do Indicador de Acesso Habitacional, calculado pelo Instituto Cidades Responsivas. Na última atualização, em setembro, a cidade tinha o quinto pior índice para aquisição entre as 27 cidades pesquisadas.
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O índice de 83% representa o percentual médio que uma família precisa destinar para comprar uma moradia. Isso significa que do total de ganhos de uma família, 83% precisa ser direcionado para a compra de um imóvel.
No caso do aluguel de longa duração, a porcentagem é menor, porém ainda elevada: de 44% da renda total. Os indicadores colocam Florianópolis entre as capitais brasileiras mais caras para se morar e se adquirir um imóvel.
As belezas naturais de Florianópolis
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Adicionando adrenalina na contemplação à natureza, os voos de parapente são uma excelente atração para quem quer conhecer a Ilha de Santa Catarina por outra perspectiva (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo DC)
Uma das trilhas mais famosas e desafiadoras da Capital, a Lagoinha do Leste é uma praia que deixa todos apaixonados por suas belezas naturais (Foto: Charles Guerra, Arquivo DC)
Com suas águas quase transparentes e sua natureza muito bem preservada, a Ilha do Campeche é considerada por muitos o “Caribe” brasileiro (Foto: Leonardo Sousa, Prefeitura de Florianópolis)
Além de ideal para mergulhos e observação de baleias, o local também propicia a visualização de inscrições rupestres de mais de 10.000 anos (Foto: Felipe Carneiro, Arquivo DC)
A Lagoa da Conceição é uma das regiões mais diversas de Florianópolis e possibilita práticas integradas à natureza (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo DC)
Uma delas é descer as dunas da Joaquina com uma prancha de areia, conhecida como sandboard (Foto: Lauro Alves, Arquivo DC)
Para quem quer começar a se aventurar em esportes radicais, diversas praias de Floripa contam com escolinhas e aulas de surfe, como a Praia Mole e a Barra da Lagoa (Foto: Davidcastrophotos, Divulgação)
A região da Barra da Lagoa conta com uma diversidade impressionante da fauna e da flora de SC, além das trilhas para as piscinas naturais e para o Parque Estadual do Rio Vermelho (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo DC)
Na Lagoa da Conceição é possível visitar também o Projeto Tamar de conservação às tartarugas marinhas e demais espécies (Foto: Marco Favero, Arquivo DC)
Outro lugar que protege e estuda animais na Capital é o Projeto Lontra, localizado na Lagoa do Peri (Foto: Guto Kuerten, Arquivo DC)
Lagoa do Peri que inclusive é o maior parque municipal de Florianópolis e destino de muitas famílias para curtir dias ensolarados, com atrativos como trilhas, cachoeiras e a própria lagoa (Foto: Gabriel Lain, Arquivo DC)
Esportes aquáticos também são ótimas opções para contemplar a natureza catarinense, como o passeio pela exuberante trilha aquática do Rio Vermelho, localizada no extremo norte da Lagoa da Conceição e com duração de 1h30 (Foto: Diorgenes Pandini, Arquivo DC)
A vista da trilha de bicicleta da Antena, no Morro da Cruz, permite uma visão quase 360° de Florianópolis (Foto: Vinicius Leyser, Velorama Midia)
Já Santo Antônio de Lisboa é o destino unânime para contemplar o pôr do sol na capital catarinense (Foto: Tiago Ghizoni, Arquivo DC)
O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro é a maior unidade de conservação ambiental de Santa Catarina e abriga até nove municípios, incluindo a ponta de Naufragados, no extremo sul de Florianópolis (Foto: Felipe Carneiro, Arquivo DC)
O Morro das Aranhas possui uma vista incrível para as praias do Norte da cidade (Foto: Divulgação, Costão do Santinho)
As pedras de Itaguaçu, na Grande Florianópolis, carregam toda uma simbologia mística para a população manezinha (Foto: Cristiano Estrela, Arquivo DC)
A Praia Mole, no leste da Ilha, é um excelente “observatório” para apreciar luas cheias e demais fenômenos astronômicos (Foto: Ligia Gastaldi, Arquivo pessoal)
O Indicador de Acesso Habitacional compara a renda das famílias, a partir de dados do IBGE, com os preços dos imóveis para venda e aluguel de longa duração, com base em anúncios publicados em plataformas eletrônicas nos doze meses anteriores.
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A taxa média de juros de financiamentos imobiliários dos cinco principais bancos do país também é considerada para o cálculo de compra. Quanto menor é o índice, maior é a capacidade de os moradores adquirirem ou alugarem habitações nas cidades.
O levantamento utiliza a mediana ao invés da média dos preços dos imóveis para evitar distorções por conta de lançamentos de alto padrão.
— Também, no cálculo, utiliza-se um redutor para equalizar a diferença entre os valores anunciados e os que prevalecem no fechamento dos negócios — diz Guilherme Dalcin, mestre em planejamento urbano e cientista de dados do Instituto Cidades Responsivas.
O percentual previsto pela literatura e pela Lei de Comprometimento de Renda, que rege a política de financiamento habitacional dos bancos, é de que uma família pode destinar até 30% da renda à habitação sem comprometer a saúde financeira, explica Luciana Fonseca, doutora em planejamento urbano e diretora do Instituto Cidades Responsivas.
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Florianópolis lidera lista desde 2023
O Indicador de Acesso Habitacional começou a ser realizado em dezembro de 2023, e desde então Florianópolis é a capital com a maior mediana de valores de imóveis para venda. Entre os meses de junho e setembro, esse valor passou de R$ 1.200.00 para R$ 1.280.000. Guilherme Dalcin aponta que as moradias de alto padrão impulsionam esse resultado.
— Essa é uma característica observada em todo o país. Mas, no caso catarinense, a reduzida área para a expansão urbana acaba por limitar a oferta de unidades, o que encarece ainda mais as habitações — conta.
A cidade de Vitória (ES) aparece com a segunda maior mediana de valores de imóveis à venda, de R$ 1.150.000, e também conta com limitações geográficas semelhantes a capital catarinense, que limitam a expansão do mercado imobiliário.
— Mas, ali, o turismo não é tão aquecido. Já em Florianópolis, parte significativa dos imóveis disponíveis é destinada a contratos de curta duração, como os anunciados em plataformas como o Airbnb — afirma.