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    Imóvel do Figueirense onde está ginásio vai a leilão para quitar dívida

    Juiz federal indefere recurso do clube e mantém data de 23 de novembro

    22/10/2020 - 14h56 - Atualizada em: 22/10/2020 - 19h52

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    Por Redação CBN Diário
    Ginásio é objeto de discussão sobre a propriedade entre clube e prefeitura
    Ginásio é objeto de discussão sobre a propriedade entre clube e prefeitura
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    O juiz Ivori Luís da Silva Scheffer, da 9ª Vara Federal de Florianópolis (Execuções Fiscais), proferiu despacho nesta quarta-feira (21) mantendo a data de 23 de novembro para leilão de um imóvel de propriedade do Figueirense Futebol Clube, penhorado para pagamento de débitos.

    O imóvel, que não inclui o Estádio Orlando Scarpelli, tem sobre sua área o ginásio de esportes Carlos Alberto Campos, com 1.960,01 metros quadrados de área construída, e está avaliado em cerca de R$ 13,5 milhões. O valor do débito é de cerca de R$ 1,4 milhão.

    A assessoria de imprensa do Figueirense disse que o clube ainda analisa a decisão para se manifestar nos autos.

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    Conforme informações da Justiça Federal, para tentar suspender o leilão, a defesa do clube alegou, entre outros argumentos, que a titularidade do imóvel é objeto de discussão entre o município de Florianópolis e o Figueirense. 

    O juiz refutou a alegação, afirmando que “falta legitimidade à parte executada [o clube] para defender, em juízo, eventual direito alheio”. Scheffer também observou que o imóvel está matriculado em nome do Figueirense Futebol Clube.

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    O clube ainda alegou que o imóvel não poderia ir à leilão, pois seria garantia de mais de 150 processos trabalhistas em curso no Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região.

    O juiz, entretanto, considerou que a “eferida alegação também não merece prosperar, porquanto eventuais penhoras trabalhistas não impedem a arrematação do bem neste Juízo – destacando-se que a preferência dos créditos será analisada em futuro concurso de credores”.

    “Destaco, ademais, que, pelos documentos juntados nos autos, constata-se que, no juízo trabalhista, há acordos utilizando-se de créditos referentes a cotas televisivas, bilheterias, patrocínios, venda de jogadores, direito de formação, mecanismos de solidariedade, vendas de mando de campo, aluguel de estádio e venda de camarotes”, concluiu Scheffer.

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