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    Incêndio atinge vegetação no Sul da Ilha, em Florianópolis

    Chamas atingiram uma área localizada no bairro Pântano do Sul, próxima à Rodovia Rozália Paulina Ferreira

    02/10/2019 - 05h31 - Atualizada em: 02/10/2019 - 14h22

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    Por Camila Levien
    Karollayne
    Por Karollayne Rosa
    Estimativa indica que fogo pode ter atingido até 10 hectares em área de vegetação
    Estimativa indica que fogo pode ter atingido até 10 hectares em área de vegetação
    (Foto: )

    Um incêndio atingiu uma área de vegetação na região da Lagoa das Capivaras, no bairro Pântano do Sul, em Florianópolis. O fogo começou na noite de terça-feira (1º) e só foi controlado pelos Bombeiros por volta do meio-dia desta quarta. Aproximadamente 10 hectares, equivalente a 10 campos de futebol, foram consumidos pelas chamas.

    Equipes dos Bombeiros iniciaram o combate ao incêndio na manhã desta quarta, com lançamentos de água feitos por caminhões, batedores e abafadores. Por causa do vento, o helicóptero não sobrevoou a área. A estratégia foi definida após a análise de imagens captadas por meio de drone.

    De acordo com o comandante do batalhão do Corpo de Bombeiros de Florianópolis, Diogo Bahia Losso, apesar de distante, as equipes trabalharam para evitar que o incêndio atingisse o loteamento dos Açores.

    — Agora no período da manhã a umidade relativa do ar é maior e temperatura é menor, então isso facilita o combate. Nós vamos focar neste momento, porque por volta das 13 horas é a pior situação da meteorologia. Mas nós estamos monitorando. O vento está forte, existe alerta da Defesa Civil para ventos de 60 quilômetros por hora, o que dificulta muito a nossa ação — afirma.

    No local, há um aquífero que abastece a Praia dos Açores, Costa de Dentro, Costa de Cima e Pântano do Sul.

    Chamas atingiram área localizada no bairro Pântano do Sul

    Bombeiros apontam dificuldades para conter o incêndio

    Os bombeiros foram acionados por volta das 21h30min de terça-feira para combater o fogo e duas guarnições foram enviadas ao local. De acordo com Losso, as características da vegetação dificultaram o trabalho de combate às chamas.

    — O grande problema foi a região. O escuro da noite dificultou muito o levantamento da situação e a característica da vegetação. É capim muito seco que está queimando e produz muitas chamas. Aliado ao tipo de solo, que é alagado e dificulta a progressão dos bombeiros. Como não havia residência próximo à área que estava queimando, fomos fazendo um monitoramento dessa situação e combatendo naquilo que era possível.

    A principal orientação dos bombeiros aos moradores é evitar ao máximo fazer queimadas, sobretudo nesta época do ano, de estiagem, ventos fortes e temperaturas aumentando, de acordo com Losso.

    — São condições propícias para aqueles incêndios que as pessoas costumam fazer após a limpeza do terreno, de queimar folhas e galhos, ou até mesmo de renovação de pastagem, foge do controle e encontra nas condições meteorológicas a situação ideal para acontecer isso aqui. A partir do momento que tenho que mobilizar muito efetivo para um incêndio florestal, eu estou desguarnecendo incêndios em residências, além do dano ambiental, a fauna e a flora — destaca.

    "Só à noite eles 'botam' fogo", diz moradora da região

    A faxineira Rosenilda do Prado, de 42 anos, mora na região da Costa de Cima há 15 anos. Ela conta que todos os anos o local é atingido por queimadas, mas, até hoje, nenhuma delas tinha chegado a essa proporção.

    — Ano passado também teve, mas esse ano foi pior. Geralmente, só à noite eles "botam" fogo. Não sei o motivo, mas todo o ano colocam — afirma.

    O comandante do batalhão do Corpo de Bombeiros de Florianópolis, Diogo Bahia Losso, diz que é comum ter incêndios que nessa época do ano, no início da primavera.

    — Toda a nossa experiência de anos anteriores demonstram que os incêndios em vegetação na Grande Florianópolis são sim de causa humana, não intencional, muitas vezes. É isso que a investigação vai apurar, se foi intencional ou se o incêndio foi acidental — afirmou.

    Incêndio atinge vegetação no Sul da Ilha, em Florianópolis
    Rosenilda mora há 15 anos no local e diz que todos os anos ocorrem incêndios na região
    (Foto: )

    Rosenilda percebeu o incêndio por volta das 21h45min, quando foi até o quintal de casa para estender roupas. Uma das preocupações é em relação à fumaça e ao vento, que pode levar as chamas para perto das casas.

    — Ontem (terça-feira) o vento estava para o Norte e foi mais para as bandas do Pântano do Sul. Mas se vem o vento Sul, é perigoso vir pra cá — explica Rosenilda.

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