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Indústria de palmitos catarinense comemora sucesso com exportação para o mercado americano

O contato com o mercado exterior, seja para importar ou para exportar a produção, é facilitado com apoio e consultoria do Sebrae/SC 

19/09/2019 - 11h31

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Indústria garante 10% do faturamento com exportação para o mercado Norte Americano e a previsão é atingir 15% até o final deste ano
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Com 16 funcionários e uma história de quase 15 anos no segmento de alimentos, a indústria de palmito Natupalm garante 10% do faturamento com exportação para o mercado Norte Americano. A previsão é atingir 15% até o final deste ano. Mas alcançar esse desempenho não foi tão simples.

— Começamos em 2015 a nos estruturar para exportar, porém havia grande dificuldade em como atingir os clientes nos outros países — comenta a responsável pela negociação e operacionalização desse setor, Paola Fantini.

Paola entrou na empresa na área de administração e foi ali que teve o incentivo para se especializar em Comércio Exterior.

— Fiz o MBA para gerenciar essa área e, por meio do Sebrae/SC, fiz viagens técnicas, rodadas de negócios e muitos contatos interessantes nos Estados Unidos, o que nos proporcionou conhecimento e as informações necessárias para iniciar as vendas no país e seguir crescendo no mercado internacional — destaca Paola.

O Sebrae/SC, segundo o consultor de internacionalização Douglas Cândido, já auxiliou mais de 150 empresas e indústrias de diversos segmentos nesse processo, seja para se tornarem aptas para importar insumos, equipamentos que melhorarem a competitividade, serviços, ferramentas e até conhecimentos, ou para exportar para um novo consumidor.

— Nós preparamos as empresas para entrarem em um novo mercado. É mais do que consultoria, agimos na mudança de mindset. Até mesmo pequenos negócios são cases. Como uma empresa familiar de Gaspar, com 18 funcionários, que, quando faz uma apresentação, as pessoas pensam que é uma grande multinacional, mas não, é um pequeno negócio em expansão, que já vende no mercado externo — comenta Douglas.

Catarinenses exportam palmito para os EUA
Catarinenses exportam palmito para os EUA
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Nova gestão e melhoria na competitividade

O primeiro passo para conquistar esse espaço internacional, segundo Douglas, é mudar o posicionamento da empresa. Deixar de ser passivo e passar a ser ativo comercialmente.

— No mercado ninguém te conhece, comprando ou vendendo, então a gestão precisa de um comportamento mais agressivo e isso traz melhorias em todas as áreas. Consequentemente é necessário um novo departamento, de exportação ou importação - ou os dois. A gente auxilia nesses passos, criando estruturas e habilitando a empresa para trabalhar com comércio exterior — afirma o consultor de internacionalização do Sebrae.

Com tantas etapas de mudança e estruturação, o processo exige tempo. Os resultados são de médio e longo prazo, com todo o apoio da instituição para ser uma ação eficiente.

— Um grupo de trabalho com micro e pequenas empresas costuma durar cerca de oito meses. Após definição da estratégia de mercado é que se intensifica esta mudança de chave com ações práticas, com foco no mercado externo alvo — afirma o gestor do Circuito de Internacionalização do Sebrae/SC, Wilson Sanches Rodrigues.

Interesse das empresas catarinenses

Em Santa Catarina o interesse de empresários por esse tema tem chamado atenção do Sebrae/SC. Nos encontros realizados com empresas para estimular esse processo de internacionalização, quase 500 empresas demonstraram curiosidade no assunto.

— O objetivo é de desmistificar e intensificar a entrada de micro e pequenas empresas no mercado internacional. Atenderemos todas as empresas que solicitaram a consultoria e nossa intenção é demonstrar as possibilidades de buscarem um novo mercado — enfatiza Wilson.

A meta da instituição é atingir 1000 empresas, em nove cidades que serão prospectadas durante o Circuito de Internacionalização que está acontecendo esse ano. Destas, as que obedecem aos pré-requisitos de internacionalização podem iniciar a consultoria.

— O primeiro requisito é estabelecer uma postura empreendedora. Vale lembrar que é um novo mercado, desta forma você não é conhecido e também não conhece as condições locais, por isso é importante ainda outro requisito: a capacidade de adaptação das pessoas, produtos e processos envolvidos dentro do seu modelo de negócio — destaca o gestor do projeto.

As empresas interessadas em realizar esse processo com a consultoria especializada podem procurar o Sebrae mais próximo ou participar dos Circuitos de Internacionalização.

Confira a entrevista com o consultor do Sebrae, Douglas Cândido, com orientações sobre internacionalização de empresas:

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