A concessionária ViaCosteira detalhou, nesta sexta-feira (10), o problema que levou à interdição da ponte Anita Garibaldi, na BR-101, em Laguna. Segundo a empresa, uma inspeção especial identificou o rompimento parcial de fios internos em um dos 90 cabos responsáveis pela sustentação da estrutura. Apesar da anomalia, a concessionária reforça que não há risco estrutural nem possibilidade de colapso da ponte.

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De acordo com a ViaCosteira, o problema foi encontrado durante uma inspeção de rotina mais aprofundada realizada nesta semana. O relatório técnico ficou pronto na quinta-feira (9), quando a concessionária decidiu interditar imediatamente os dois sentidos da ponte para permitir o reparo e a realização de novas avaliações.

O diretor de Operações da concessionária explicou que a estrutura conta com 90 cordoalhas, cabos formados por diversos fios de aço. Em apenas uma delas, alguns fios internos apresentaram rompimento parcial, sem que o cabo tenha se rompido completamente.

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— Não houve nenhum rompimento integral do cabo. Identificamos um problema em apenas um dos 90 cabos existentes na ponte, e isso exige manutenção — afirmou.

Ainda segundo a empresa, a primeira avaliação indica que os demais cabos permanecem íntegros.

Estrutura segue preservada

Durante a coletiva, a ViaCosteira reiterou diversas vezes que a Ponte Anita Garibaldi não apresenta risco estrutural e que a interdição foi adotada de forma preventiva.

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Segundo a concessionária, a medida permite que equipes técnicas trabalhem no interior da estrutura com segurança e realizem inspeções detalhadas para verificar se existe qualquer outro ponto que necessite de manutenção.

— Em nenhum momento a estrutura da ponte está em risco. A integridade da obra está totalmente preservada — destacou o diretor.

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A concessionária informou ainda que um consultor italiano especializado em pontes estaiadas acompanha os trabalhos e auxiliará na análise técnica da estrutura.

Estudos vão definir prazo de liberação

A previsão inicial é que os trabalhos de manutenção e as novas inspeções durem cerca de dez dias. No entanto, a liberação do tráfego dependerá dos resultados das avaliações técnicas realizadas durante esse período.

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Segundo a ViaCosteira, caso os estudos confirmem que o problema era pontual, a expectativa é liberar novamente a ponte após a conclusão do reparo. Se forem identificadas novas necessidades de intervenção, os trabalhos poderão ser ampliados.

Problema surgiu após inspeção especial

A concessionária informou que realiza inspeções visuais frequentes em todas as obras de arte da BR-101 e duas inspeções especiais por ano na ponte Anita Garibaldi.

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A primeira inspeção detalhada de 2026 ocorreu em abril e não apontou qualquer irregularidade. Já a segunda, realizada nesta semana, identificou a anomalia em um dos cabos, motivando a interdição imediata da estrutura.

Segundo a empresa, a decisão foi tomada assim que o relatório técnico ficou pronto, priorizando a segurança dos usuários e das equipes responsáveis pelos reparos.

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