Um homem foi indiciado pelos crimes de incêndio doloso e perseguição depois de atear fogo na casa da ex-companheira em Joinville. Ela mora com a mãe, que sofreu queimaduras ao tentar apagar as chamas. O caso aconteceu em dezembro de 2025 e, após um mês de investigações, o homem acabou sendo indiciado pela Polícia Civil. Ele já foi preso.
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O crime ocorreu no bairro Floresta em 20 de dezembro de 2025. Segundo a Polícia Civil, o homem já tinha três medidas protetivas contra ele e não aceitava o fim do relacionamento com a vítima. Com ciúmes, ele teria ido até a casa onde a ex vivia com a mãe e ateado fogo no imóvel. As vítimas perderam todos os seus pertences, documentos e móveis.
O fogo começou por volta das 2h45min. Pouco tempo antes, o suspeito foi flagrado por câmeras de segurança entrando e saindo da casa. As imagens, analisadas pelo Relatório de Investigação, foram fundamentais para a elucidação do crime, registrando com precisão a chegada, permanência e saída do autor do local, 17 minutos antes do início das chamas.
As investigações revelaram ainda que o investigado perseguia a vítima. Ele ainda possui histórico de violência doméstica e três medidas protetivas vigentes em favor de outras vítimas, além de, na época, estar sob monitoramento eletrônico.
A investigação contou com o depoimento de testemunhas, análise minuciosa de imagens de câmeras de segurança e levantamento do prontuário criminal do investigado. O botijão de gás foi encontrado intacto, afastando a hipótese de acidente e comprovando a natureza dolosa do incêndio.
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Em 24 de dezembro de 2025, quatro dias após o crime, a Polícia Civil de Santa Catarina pediu à Justiça a prisão temporária do investigado. O Ministério Público, defendeu que o homem deveria ser preso preventivamente. O Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do investigado, reconhecendo a presença de indícios robustos de autoria, a gravidade concreta do crime e a necessidade de garantia da ordem pública.
Segundo a Polícia Civil, o investigado está preso preventivamente desde 23 de janeiro de 2026. Ele deve responder pelos crimes de incêndio doloso qualificado e perseguição, ambos no contexto de violência doméstica.


