As instalações da Unipar, indústria química localizada em Cubatão, na Baixada Santista, em São Paulo, passou por um extenso processo de modernização, concluído em dezembro de 2025, que a transformou na maior produtora de cloro de membrana da América do Sul. A unidade, que contou com mais de R$ 1 bilhão nas obras de modernização, recebeu a visita do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nesta segunda-feira (20).

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Em novembro de 2024 a Unipar obteve financiamento de R$ 672,9 milhões pelo BNDES, por meio de linhas dedicadas à eficiência energética e à transição para tecnologias de baixo carbono no âmbito da Indústria Verde.

Com a nova tecnologia, a fábrica da Unipar, além da redução do uso de mercúrio, também deixará de emitir cerca de 70 mil toneladas de gás carbônico por ano. O consumo de energia elétrica também deve cair por volta de 40%.

— Uma indústria inovadora, substituindo o mercúrio por membranas na eletrólise para a produção de produtos químicos. Uma indústria verde e sustentável, diminuindo a emissão de CO2 e diminuindo também resíduos industriais e uma indústria competitiva ganhando o mercado oferecendo produtos de qualidade para o saneamento básico. É fundamental para o Brasil ter uma indústria química e petroquímica competitiva — disse Alckmin.

Alckmin visita a indústria da Unipar

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Governo prevê melhoria e modernização do parque industrial brasileiro

Outras medidas citadas por Alckmin para a melhoria e modernização do parque industrial brasileiro incluem a depreciação acelerada, que permite às empresas que tenham benefícios na troca do maquinário, melhores taxas de crédito e a modernização do sistema nacional de registro de patentes. 

— Uma indústria mais inovadora, isso começa com crédito, o único caso que você tem TR de 4% de juros ao ano é para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O INPI estava levando 7 anos para registrar uma patente, reduziu para 3,5 e nós vamos chegar a 2 anos”, afirmou. “Aqui também teve a depreciação acelerada, trocar uma máquina para ter mais produtividade, ao invés de 15 anos nós fizemos a depreciação em dois anos para modernizar o parque industrial brasileiro — diz o vice-presidente.

Ele também mencionou o PRESIQ, o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, aprovado no mês de dezembro pelo Senado Federal:

— Nós vamos ter esse ano um número recorde de R$ 3,1 bilhões, R$ 2 milhões para crédito tributário, redução de PIS/Cofins para insumos, por exemplo nafta, benzeno, propano, etano, e R$ 1 bilhão de crédito para novos investimentos no Brasil.

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