O prazo do IPVA 2026 terminou para muitos motoristas, mas o problema não acaba na data limite. Quem deixou de pagar agora enfrenta multa diária, juros elevados e o risco de complicações que vão além do bolso.
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O atraso gera multa de 0,33% ao dia, limitada a 20% do valor, além de juros calculados pela taxa Selic. Especialistas alertam que quanto mais tempo passa, maior fica a dívida e mais difícil se torna regularizar a situação.
Ainda assim, há caminhos para evitar prejuízos maiores. Programas de renegociação oferecidos pelos estados podem reduzir significativamente multas e juros, criando uma oportunidade para quem precisa colocar as contas em ordem.
Consulta rápida evita surpresas maiores
Antes de qualquer decisão, o primeiro passo é verificar o valor atualizado do débito. A consulta pode ser feita online no site da Secretaria da Fazenda do estado, usando apenas os dados do veículo.
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Caso a dívida já tenha sido inscrita na dívida ativa, a negociação passa a ser feita com a Procuradoria-Geral do Estado. Nessa fase, os encargos costumam ser maiores, o que reforça a importância de agir rapidamente.
Especialistas destacam que quitar cedo evita efeitos em cadeia. Dívidas prolongadas podem prejudicar o crédito e dificultar financiamentos, cartões e até contratos simples, como aluguel de imóveis.
Descontos podem chegar a níveis surpreendentes
Diversos estados mantêm programas especiais de renegociação. Em São Paulo, por exemplo, o Acordo Paulista permite reduzir até 75% de multas, juros e honorários, além de parcelamento em longo prazo.
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Outras unidades federativas oferecem condições ainda mais agressivas. Bahia, Piauí e Goiás já anunciaram reduções que podem chegar a 95% ou até 99% dos encargos, dependendo da forma de pagamento escolhida.
Segundo especialistas, aceitar um desconto pode ser a melhor saída para ambas as partes. Em entrevista ao UOL, Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da FGV EAESP, diz que “é melhor alguém pagar, ainda que seja com algum tipo de desconto, do que ser um devedor eterno da fazenda, e o governo nunca ver a cor do dinheiro.”
Quando a dívida vira um problema maior
Se o débito não for resolvido, ele pode resultar na inclusão do nome do contribuinte em cadastros como Cadin, SPC e Serasa. Isso limita o acesso a crédito e pode travar planos financeiros importantes.
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Além disso, o IPVA atrasado impede o licenciamento anual do veículo. Sem o documento, o carro fica irregular e circular nessas condições configura infração gravíssima, com multa, pontos na carteira e risco de apreensão.
Em alguns casos, motoristas recorrem a empresas que quitam a dívida à vista e cobram o valor parcelado depois, como um empréstimo. Embora resolva o problema imediato, essa alternativa exige cautela por causa dos juros.
Pequenas atitudes evitam dor de cabeça
Para não cair novamente no atraso, especialistas recomendam planejamento ao longo do ano. Reservar parte do 13º salário ou criar uma poupança específica para impostos pode fazer diferença no início do ano.
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Outra estratégia simples é usar lembretes no celular ou programar pagamentos automáticos. Assim, mesmo em períodos de despesas elevadas, o imposto não passa despercebido.
Manter o IPVA em dia não é apenas uma questão burocrática. É também uma forma de evitar custos extras, restrições financeiras e a ansiedade de lidar com um problema que cresce silenciosamente mês após mês.
Gabriela Barbosa






