O Irã afirmou neste sábado (27) ter atacado alvos militares dos Estados Unidos no Bahrein, país insular do Golfo Pérsico que abriga bases norte-americanas. Os ataques foram uma resposta aos bombardeios dos EUA contra alvos iranianos na região do Estreito de Ormuz, na sexta-feira (26), após o governo de Donald Trump acusar os iranianos de violarem o cessar-fogo entre os dois países.

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A Guarda Revolucionária do Irã informou que atingiu posições militares norte-americanas, segundo a mídia estatal iraniana Press TV. O Ministério das Relações Exteriores do país também acusou os EUA de violarem o acordo. As Forças Armadas norte-americanas não confirmaram o ataque, mas há relatos de drones iranianos no território do Bahrein durante a madrugada.

Ao mesmo tempo, o regime iraniano afirmou que houve ataque a um píer na cidade de Sirik, na porção leste do Estreito de Ormuz. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom), aeronaves americanas atacaram locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de equipamentos de radar no litoral sul do país.

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Estes são os primeiros ataques entre EUA e Irã desde que os dois países assinaram, em 17 de junho, um acordo inicial para encerrar a guerra, iniciada no fim de fevereiro.

A ação ocorre após o Donald Trump, acusar o Irã de lançar ataques contra navios que atravessam o Estreito de Ormuz. Segundo ele, o regime iraniano lançou ao menos quatro drones contra embarcações na quinta-feira (25). Um deles atingiu um navio de carga, enquanto os outros três foram derrubados pelas forças americanas.

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Trump classificou a ação como uma “violação tola” do acordo de cessar-fogo entre os dois países.

Estreito de Ormuz passa por restrições desde cessar-fogo

No último sábado (20), o Irã já havia acusado os EUA de violações no acordo. O país afirmou que o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás, havia sido fechado novamente, segundo a agência iraniana Mehr. Conforme o comando militar do Irã, a medida acontece por “supostas violações” no cessar-fogo entre Estados Unidos e Israel. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, no entanto, negou a informação.

O estreito fica localiza entre o Irã e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Desde o início dos ataques mútuos entre Estados Unidos, Israel e Irã em fevereiro de 2026, o local tem passado por fechamentos e restrições.

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Veja fotos do conflito no Oriente Médio

Irã diz que empresas de Elon Musk são “alvos militares legítimos” 

O governo do Irã declarou na última semana que as empresas do ex-trilionário Elon Musk passaram a ser consideradas “alvos militares legítimos” pelas forças armadas do país.

De acordo com o canal de comunicação estatal de Teerã, a SpaceX e a rede de satélites Starlink, empresas de internet do executivo, estariam operando de forma clandestina no país, servindo como ferramentas de espionagem e apoio logístico para operações dos Estados Unidos.

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Internet de Musk teria auxiliado ações de guerra

No comunicado, o regime alega ter mapeado as coordenadas operacionais de terminais da Starlink na região. E ainda declarou que “qualquer infraestrutura comercial que colabore com atividades hostis contra a soberania do Irã perderá sua imunidade civil”.

A agência estatal também afirma que os Estados Unidos teria cometido crimes de guerra contra o Irã com o uso de equipamentos de rede espacial via satélite. A tecnologia teria viabilizado desde ataques de drones aéreos até a triangulação de alvos para mísseis de longo alcance.

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*Com informações do g1 e CNN