Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, está desaparecido desde o dia 1° de janeiro, após se separar de uma amiga na descida de uma trilha no Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil. Neste domingo (4), a irmã de Juliana Marins, Mariana Marins, que morreu em 2025 ao cair de um penhasco na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia, em um caso com grande repercussão nacional e internacional, fez um apelo para ajuda nas buscas.

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Mariana iniciou o vídeo publicado em uma rede social afirmando que recebeu diversas mensagens sobre o desaparecimento de Roberto, e que acabou relembrando da irmã. Ela pediu, então, para que ninguém deixe amigos ou turistas para trás em trilhas.

— Fica aqui o meu apelo a trilheiros ou pessoas que têm vontade de fazer algum tipo de trilha: jamais deixe uma pessoa sozinha numa trilha, seja você guia ou acompanhante. Ninguém pode ficar para trás. A vida de todo mundo que está nessa trilha importa, independente de demorar 30, 40, 300 minutos a mais para chegar até o seu destino final — disse.

Veja as fotos do Pico do Paraná

Roberto teria passado mal

Roberto e uma amiga faziam a trilha com uma amiga no dia 31 de dezembro e chegaram ao cume na madrugada do dia 1° de janeiro. Segundo relatos, Roberto teria sentindo um mal-estar durante a descida e ficou para trás. Desde então, ele não foi mais visto.

Quem acionou os bombeiros foi o analista jurídico Fabio Sieg Martins, que afirma ter encontrado Rodrigo e a amiga durante a trilha. Quando chegou na base do morro, ele percebeu que o jovem não tinha sido mais visto.

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Buscas têm sido feitas desde então, com equipes de socorro trabalhando também durante a madrugada. Para a polícia, até o momento não há indício de crime.

A família também criou um perfil nas redes sociais para ajudar nas buscas de Roberto. Desde sábado, os morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca estão fechados para visitantes, a fim de não interferir nas operações de resgate. O acesso aos morros Camapuã e Tucum permanece liberado.

Relembre o caso de Juliana Marins

Juliana Marins caiu de um penhasco no sábado (21), enquanto fazia uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. A morte foi confirmada na terça-feira (24), após quatro dias de buscas. A operação de resgate era considerada complexa, devido à neblina densa e ao terreno acidentado do local.

O corpo foi resgatado do penhasco na quarta-feira (25) e ainda está na Indonésia. Juliana será velada e sepultada em Niterói, em data ainda não marcada.

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Juliana era formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e também atuava como dançarina de pole dance. Desde fevereiro, ela fazia um mochilão pela Ásia, tendo passado por Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de chegar à Indonésia.

Veja fotos da jovem

*Com informações do g1