O banco Itaú anunciou que o segmento Emps+, setor que atende empresas voltadas ao consumidor final empresas que operam entre si e profissionais da área médica, foi descontinuado na quarta-feira (27). O fim do serviço no Brasil provocou cerca de 350 demissões de trabalhadores que integravam o setor, segundo o Sindicato dos Banqueiros.

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Conforme o órgão, dos 400 funcionários, apenas 50 devem ser realocados em dois projetos novos. Segundo o sindicato, os trabalhadores do Emps+ estão sendo direcionados ao segmento Pro, com atendimento humano, com a seleção sendo baseada em “alta performance”, não sendo baseados inteiramente no Índice de Cumprimento de Metas.

Erros na avaliação dos bancários

O sindicato também aponta falta de transparência com os trabalhadores, já que, conforme o órgão, funcionários que bateram a meta estariam sendo classificados como “abaixo do esperado” no quesito produtividade.

Um dos trabalhadores relatou estar inseguro com as demissões e com o modo de avaliação e afirmou que não acha a avaliação justa, com o registro podendo o colocar em uma “lista de corte nas próximas semanas”

— Eu não acho justo ter sido avaliado dessa forma. Ele não me trouxe qual foi o meu real resultado de acordo com o banco. A avaliação foi feita com o que eu apresentei para ele, porque o banco não tem esse número. E isso vai registrado como abaixo do esperado, podendo me colocar numa lista de corte nas próximas semanas — relatou um trabalhador.

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Outro funcionário disse que não está se sentindo bem na empresa pelo “clima”, assim como outros colegas.

— Você sente a tensão no andar todo, no semblante das pessoas totalmente abaladas, abatidas, preocupadas. O clima das agências está opressor e exaustivo. Os funcionários estão exaustos, é uma situação insustentável. E parece que, mesmo sendo possível perceber tudo isso, os regionais para cima não fazem nada para melhorar ou amenizar — disse ao sindicato.

Itaú diz que demissões são por “performance”

Ao sindicato, o Itaú afirmou que as demissões estão sendo realizadas “exclusivamente por performance”, mas negou que avaliações distorcidas da produtividade estejam sendo feitas para impedir realocações ou provocar demissões.

Segundo o banco, os clientes do Emps+ serão redistribuídos entre Pro, Pro-Smart e Emps, com autoatendimento digital, com parte deles sendo atendido por um modelo destinado a clientes que serão atendidos digitalmente a partir de São Paulo.

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A Pro e Pro-Smart vão funcionar de forma integrada, com atendimento segmentado e limite de clientes por gerente, segundo o Itaú. Dessa forma, não deve haver mais demissões, conforme o banco.