Jaraguá do Sul monitora presença de carrapato que transmite febre maculosa

Ação foi feita no Parque Linear Via Verde para identificar possível presença do carrapato-estrela

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Monitoramento-carrapato

(Foto: Prefeitura de Jaraguá do Sul / Divulgação)

Jaraguá do Sul fez uma ação para monitorar a presença de carrapato que transmite a febre maculosa. O mapeamento foi feito pela equipe de zoonoses (doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas) da Secretaria de Saúde, na última segunda-feira (12) no Parque Linear Via Verde.

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Um pano de arrasto foi usado para percorrer as áreas suspeitas para coletar carrapatos no espaço. Apesar da procura, não foi encontrado nenhum carrapato no local.

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O setor de zoonoses orienta que precisa ser comunicado caso o carrapato-estrela seja identificado em algum local. Se houver uma amostra, o animal deve ser colocado em um pote e entregue à equipe para que seja feita a devida identificação.

Doença com alta incidência no Estado

Segundo dados do Sistema de Informação de Notificação Agravos do Ministério da Saúde (Sinan/MS), Santa Catarina concentrou 88,4% de todos os casos de febre maculosa da região Sul do Brasil entre 2003 a 2018. Ao todo, foram 468 registros, enquanto no mesmo período o Paraná contabilizou 46 e o Rio Grande do Sul apenas 15.

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A febre maculosa é uma doença transmitida pelo carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii. Os sintomas da doença podem aparecer em até 15 dias após a pessoa ser picada – e muitas vezes ela pode não perceber, pois quando a coceira aparece, o carrapato já se soltou da pele.

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Os sintomas mais comuns são:

  • Febre acima de 39ºC e calafrios, de início súbito;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia e dor abdominal;
  • Dor muscular constante;
  • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés;
  • Gangrena nos dedos e orelhas;
  • Paralisia dos membros que se inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões (causando paragem respiratória).

Além disso, com a evolução da doença é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

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Sob supervisão de Hassan Farias

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