Um homem foi surpreendido pela picada de uma jararaca, cobra entre as mais venenosas do Sul do Brasil, enquanto trabalhava em uma lavoura de fumo. O caso ocorreu na manhã de sábado (31) em uma fazenda de Rio Negrinho, cidade do Planalto Norte de SC.
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Os bombeiros foram chamados para socorrer a vítima por volta das 8h30min em uma fazenda na SC-112, distrito de Volta Grande. No local, o homem informou que trabalhava quando foi picado pela jararaca na região do pé esquerdo.
Durante a avaliação dos socorristas, o paciente queixava-se de dores fortes, estava com o local da picada inchaço e sofria de suor excessivo. Foram realizados os protocolos de primeiros socorros e, em seguida, o paciente foi transportado ao hospital.
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O que aconteceu com a jararaca
A serpente foi capturada por moradores da região, colocada em um recipiente e entregue no hospital para auxiliar no diagnóstico e tratamento. Entretanto, conforme o especialista e biólogo da Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) Christian Raboch Lempek afirma que o recomendado é não pegar o animal.
A orientação é que a pessoa tire uma foto do animal e mostre no hospital, que vai entrar em contato com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) para avaliar qual soro será utilizado. Isso porque, conforme Lempek, há quatro tipos de soros para cada grupo. Além disso, se a picada for de escorpião ou lagarta, a medicação usada é outra.
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Porém, a principal recomendação é não levar o animal para o atendimento médico porque, com a ação, pode ocorrer outro acidente ou, ainda, a vítima tomar mais de uma picada.
— Ou então só procurar o médico porque pelos sintomas os profissionais já conseguem identificar e saber que tipo de serpente que mordeu, picou. A pessoa leva a cobra até o hospital, os médicos não vão saber identificar [a serpente] porque quem faz a identificação de espécies é o biólogo mesmo — indica também o biólogo Gilberto Ademar Duwe, da Fujama.
Conforme o especialista, os sintomas mudam de acordo com cada espécie de cobra. Por isso, os profissionais de saúde costumam monitorar os sintomas para, a partir disso, identificar qual é o soro necessário para combater a ação venenosa.











