O jogador da Chapecoense, Victor Ramos, treinou normalmente na tarde desta terça-feira (18) horas após prestar depoimento ao Ministério Público. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão da operação Penalidade Máxima, da promotoria de Goiás, que apura um esquema de manipulação de resultados de jogos. Ao ge SC, o empresário do atleta informou que desconhece qualquer envolvimento dele com o grupo.

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De acordo com Lucas Reis, que representa o zagueiro, o mandado foi cumprido na casa do jogador. O celular dele foi apreendido na ação.

— O atleta não tem qualquer envolvimento em esquema fraudulento ou procedimentos ilícitos. A investigação vai revelar toda a verdade e demonstrar que o jogador não tem envolvimento em nenhum tipo de crime — afirma.

Zagueiro da Chapecoense é investigado em operação que apura manipulação de resultados

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Depois de prestar depoimento, ele foi liberado para participar do treino do time de Chapecó, que ocorre na tarde desta terça-feira.

O jogador de 33 anos retornou ao clube catarinense em 2023 após disputar parte do Paulistão pela Portuguesa. Ele, que foi revelado pelo Vitória, tem passagens por diversos times brasileiros, como Vasco e Palmeiras.

Em nota, a Chapecoense se manifestou contra qualquer manipulação de resultados e reforçou a segurança na integridade profissional do atleta. (confira a nota abaixo)

Além do mandado contra o jogador, o MP cumpriu outros três de prisão preventiva e outros 19 de busca e apreensão em cidades de seis estados. Um deles foi cumprido em Tubarão, no Sul catarinense, mas o alvo da ação não foi divulgado. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), ninguém foi preso.

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A operação também ocorreu em Goianira (GO), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Pelotas (RS), Santa Maria (RS), Erechim (RS), Bragança Paulista (SP), Guarulhos (SP), Santo André (SP), Santana do Parnaíba (SP), Santos (SP), Taubaté (SP) e Presidente Venceslau (SP).

Como funcionava o esquema

As investigações da Operação Penalidade Máxima tiveram início em fevereiro deste ano após a equipe verificar suspeitas em jogos da Série B do ano passado. Conforme informações do ge, o volante Romário, do Vila Nova de Goiás, teria aceito uma oferta de R$ 150 mil para cometer um pênalti no jogo contra o Sport. Ele recebeu um adiantamento de R$ 10 mil, e receberia o restante após a partida. No entanto, como não foi relacionado, ele tentou cooptar outros colegas de time, mas não conseguiu.

A história vazou para o então presidente do time goiano, que investigou o caso e entregou as provas ao Ministério Público de Goiás. Na denúncia, outros dois jogos também teriam sido beneficiados com o esquema: Criciúma x Tombense e Sampaio Corrêa x Tombense.

De acordo com o MP de Goiás, o grupo recrutava jogadores com ofertas que variavam de R$ 50 mil a R$ 100 mil para que cometessem lances específicos nos jogos, com um número determinado de faltas, cartão amarelo, garantir determinado número de escanteios para um dos lados e até atuar na derrota do próprio time.

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Com isso, os apostadores tinham lucros altos em sites de apostas, seja diretamente ou por meio de laranjas.

Os alvos são investigados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção em âmbito esportivo. Agora, a investigação continua com o interrogatório dos envolvidos e a avaliação do material apreendido nesta terça-feira.

Veja a nota na íntegra da Chapecoense

“A Associação Chapecoense de Futebol vem a público a fim de reiterar o seu posicionamento totalmente contrário a qualquer tipo de situação que envolva a manipulação de resultados de jogos. O clube entende que tais condições são totalmente antidesportivas, ferindo os valores éticos e morais da modalidade.

A respeito da “Operação Penalidade Máxima” e do cumprimento do mandado relacionado à ela em Chapecó – envolvendo um jogador do clube – a agremiação alviverde reforça o seu apoio e, principalmente, a confiança na integridade profissional do atleta.

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Por fim, tendo em vista as investigações, o clube destaca o seu compromisso em colaborar totalmente com as autoridades e oferecer todo o suporte e informações necessárias na apuração e esclarecimento do caso”.

*Com informações do repórter Anderson Rodrigo, do ge SC

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