A Seleção Brasileira se classificou para a fase de 16 avos de final da Copa do Mundo e já tem data marcada para o próximo jogo: segunda-feira (29), às 14h. A partida será realizada, portanto, em dia e horário comercial, o que levantou dúvidas sobre a liberação de trabalhadores para assistirem os jogos.
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A resposta, porém, não é tão animadora para os funcionários. O jogo da Seleção Brasileira não é considerado feriado e, por isso, as empresas não são obrigadas a liberarem os empregados.
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Entenda por que funcionários não ganham folga no jogo do Brasil
Não há previsão na Convenção Coletiva de Trabalho que determine o fechamento do comércio ou a liberação antecipada dos colaboradores. A decisão sobre o funcionamento durante a partida cabe exclusivamente a cada empresa, em conversa com seus funcionários. Por isso, a folga no jogo da Seleção não é obrigatória.
O assessor jurídico do Sindicato do Comércio Varejista de Florianópolis e Região, André Luiz de Oliveira, explica que o empregador pode optar por diferentes formas de organização da jornada, desde que a decisão seja comunicada previamente aos colaboradores.
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— A empresa pode manter o expediente normal, liberar parcialmente os funcionários, adotar escalas de revezamento, transmitir a partida no próprio estabelecimento ou utilizar o banco de horas previsto na Convenção Coletiva. O importante é que essa definição seja feita antes do jogo, com regras claras e tratamento igual para empregados em situações equivalentes — detalha André.
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Segundo ele, uma comunicação antecipada evita dúvidas e reduz a possibilidade de conflitos trabalhistas.
— A orientação é simples: uma regra clara antes do jogo evita faltas injustificadas, descontos salariais e problemas depois da partida — reforça.
Para o vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, Rafael Salim, a autonomia garantida pela Convenção permite que cada empresário encontre a solução mais adequada para a realidade do seu negócio.
— O mais importante é que cada empresário possa planejar sua operação com antecedência, conciliando o atendimento aos clientes, a organização das equipes e as possibilidades previstas na Convenção Coletiva. Com diálogo e planejamento, é possível atender às expectativas dos colaboradores sem comprometer o funcionamento do negócio — afirma.
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