Joinville zerou o número de mortes por dengue. Em 2024, 83 pessoas morreram pela doença na cidade, já em 2025 nenhum óbito foi constatado. No período, o município do Norte catarinense adotou diferentes ações e campanhas para combater o Aedes aegypti, incluindo a implantação do Método Wolbachia. O esforço ainda reduziu em 98% o número de casos.
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A diretora de Vigilâncias da Secretaria da Saúde de Joinville, Maria Cristina Willemann, explica que a soma de todas as ações auxiliaram para o resultado positivo no último ano. Os dados oficiais de como o Método Wolbachia auxiliou a redução de casos em Joinville serão divulgados após a implementação completar dois anos — estimado para agosto de 2026 —, mas a Secretaria da Saúde já vê bons resultados no dia a dia.
— Apesar de nós não termos concluído a segunda fase, já temos uma população de mosquitos estabelecida. Então, tem sim um impacto muito importante na presença de vetores que não transmitem a doença. E isso faz toda a diferença — afirma Maria.
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Redução dos casos em SC
Em Joinville, os casos caíram de 80.232 (em 2024) para 1.016 (em 2025), de acordo com a Secretaria da Saúde municipal.
Já em Santa Catarina, o Ministério da Saúde revelou que os casos caíram de 323.525 (em 2024) para 18.274 (em 2025). As mortes foram de 341 (em 2024) para 22 (em 2025).
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Segundo especialistas, são vários os motivos relacionados ao resultado positivo da queda. O superintendente de Vigilância em Saúde da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive/SC) Fábio Gaudenzi, explica que houve uma mudança no regime de chuvas no período.
— Tivemos um período de verão muito menos chuvoso. A gente tinha, inclusive, uma perspectiva de estiagem no ano de 2025. Os órgãos, como Defesa Civil, estavam se preparando para isso, mas acabou não acontecendo com a intensidade prevista. Mas mesmo assim repercutiu na diminuição da população do Aedes aegypti — relata.
O especialista ainda explica que outro motivo que levou à queda dos casos vem dos subtipos de dengue em circulação no Estado e no Brasil.
Nos últimos anos, os subtipos “1” e “2” são os que mais adoeceram os catarinenses. Quem pegou a doença por meio deles não é infectado de novo, porque o organismo adquire imunidade.
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Como muita gente já teve dengue, naturalmente, o número de novos casos tende a diminuir. O subtipo “4” ainda não foi identificado no Estado. Já o subtipo “3” está em circulação atualmente.
— A pessoa que não teve a dengue, ainda pode ter pelo “3”, e pode ter uma doença mais grave. Então essa é a grande preocupação — revela Gaudenzi.
Outro aliado importante para a redução dos casos é a imunização. Em 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a distribuição e aplicação da vacina Qdenga, desenvolvida pela farmacêutica japonesa Takeda.
Já em novembro de 2025, a Anvisa apresentou parecer favorável sobre a segurança e a eficácia do primeiro imunizante contra a dengue desenvolvido 100% no Brasil, pelo Instituto Butantan. As primeiras doses do Butantan DV já começaram a ser distribuídas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
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Em um primeiro momento, a imunização ocorrerá apenas nas cidades de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova LIma (MG). A campanha de vacinação inicia no dia 18 de janeiro.
*Com informações de Walter Quevedo, NSC TV.












