O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar em Brasília, nesta quarta-feira (22). Para ele, a visita foi “muito cordial”, com debates sobre diversos assuntos, incluindo a corrida pelas vagas ao Senado no Estado, que tem como uma das indicações o filho de Bolsonaro, Calos Bolsonaro, atual vereador no Rio de Janeiro.
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A visita durou cerca de três horas. Jorginho afirmou que Bolsonaro demonstrou interesse em saber como estão os portos de Santa Catarina e a dragagem de acesso aos portos da Babitonga, na região Norte catarinense, que teve a ordem de serviço assinada há cerca de um mês.
O governador de Santa Catarina também afirmou que foram conversadas questões sobre candidaturas, como para presidente, com “possível candidatos”, incluindo o próprio Bolsonaro. Em relação ao Senado catarinense, Jorginho disse que Carlos Bolsonaro, que já está morando em Santa Catarina, é indicação do ex-presidente.
— Tem a outra vaga. A gente combinou que ele indica um e eu indico outro — disse.
A saúde de Bolsonaro também foi citada por Jorginho Mello, que destacou as crises de soluço que o ex-presidente vem apresentando.
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Visita autorizada por Moraes
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde maio e recebe visitas a partir da autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ministro havia autorizado a visita de Jorginho ao ex-presidente no dia 10 de outubro.
Jorginho Mello e Jair Bolsonaro são considerados aliados, com diversas manifestações públicas de apoio. No dia 4 de agosto, quando o ex-presidente teve a prisão domiciliar decretada pelo STF por descumprimento de medidas cautelares, o governador de Santa Catarina afirmou, nas redes sociais, que Bolsonaro tinha a sua “solidariedade” e que ele não havia “cometido crime nenhum”.
Recentemente, a deputada federal Carol de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (Progressistas) também estiveram com o ex-presidente.

