Com ferimentos no tórax e grande perda de sangue, a morte de Bianca dos Santos de Jesus, de 24 anos, registrada na madrugada de 15 de abril em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, mobilizou a Polícia Civil, que já identificou e prendeu o principal suspeito do crime.

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De acordo com a investigação, o crime aconteceu por volta da 1h30min, em uma casa localizada na rua Marechal Floriano Peixoto, no Centro do município. A vítima foi encontrada caída no chão, com ferimentos aparentes no peito.

A apuração conduzida pela Delegacia de Homicídios (DH) de Chapecó apontou que o ataque ocorreu dentro do quarto da jovem, com o uso de uma faca do tipo canivete.

O laudo pericial confirmou que a causa da morte foram duas perfurações profundas e fatais no tórax, que provocaram hemorragia interna. A vítima também apresentava ferimentos em um dedo e no antebraço, o que indica pouca possibilidade de defesa e sugere que foi surpreendida.

Suspeito confessou crime em áudio

O autor foi identificado como um homem de 27 anos, natural do Paraná. Após o crime, ele fugiu do local sem camisa, utilizando um veículo de cor bordô.

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Durante a fuga, o suspeito enviou mensagens de áudio nas quais confessou o crime. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou que havia ingerido bebida alcoólica e alegou ter cometido o homicídio após se sentir contrariado pela vítima. Em um dos trechos, também indicou que poderia reagir à abordagem policial.

Prisão ocorreu após reação armada

As forças de segurança iniciaram buscas e localizaram o suspeito horas depois, nas proximidades do município de Galvão, a cerca de 100 quilômetros de Chapecó. Durante a abordagem, ele estava armado com um revólver calibre .38 e teria reagido à abordagem.

Diante da situação, policiais militares efetuaram disparos. O homem foi atingido, socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde em Xanxerê. Após atendimento, foi conduzido à Delegacia de Polícia da Comarca de São Domingos, onde foi autuado em flagrante.

No veículo utilizado na fuga, os policiais encontraram a arma de fogo e uma faca tipo canivete, possivelmente usada no crime.

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Investigação aponta homicídio qualificado

Em depoimento, o suspeito optou por permanecer em silêncio. A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi decretada durante audiência de custódia.

Até o momento, o caso não é tratado como feminicídio, mas como homicídio qualificado, já que não há indícios de relação prévia entre autor e vítima. Conforme a investigação, os dois teriam se encontrado pouco antes do crime e não se conheciam.

A motivação é considerada fútil, e a forma de execução, que dificultou a defesa da vítima, também agrava o caso.

Inquérito está em fase final

A Polícia Civil segue com diligências complementares, mas considera o caso praticamente esclarecido. O inquérito policial deve ser concluído nos próximos dias. A instituição também informou que não divulgará detalhes sobre a vida pessoal da vítima, com o objetivo de preservar sua imagem e por não haver relevância para a investigação.

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