Juliana Leite Rangel, de 26 anos, baleada na cabeça durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio de Janeiro, na noite de Natal de 2024, pede mais de R$ 2 milhões de indenização do governo federal. Ela estava em um carro com a família no momento em que o veículo foi alvo de disparos. As informações são do blogo do Ancelmo Gois, do O Globo.
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A jovem ficou 45 dias internada no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro, após ser baleada. Em julho do ano passado, o advogado da família de Juliana calculou que, entre danos morais, estéticos e materiais, o governo teria de pagar mais de R$ 2 milhões. Segundo a reportagem do O Globo, o poder público discorda.
A jovem e o governo federal não se manifestaram publicamente sobre o caso.
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Relembre o caso
O caso foi registrado no dia 24 de dezembro de 2024. A família seguia do Rio de Janeiro pela rodovia Washington Luís, na altura de Caxias, na Baixada Fluminense, com o carro a cerca de 90 km/h, segundo os ocupantes do veículo. Eles perceberam que tinha algo errado quando uma viatura da PRF se aproximou do carro, ligou as luzes e começou a segui-los.
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O pai da jovem mudou de faixa para dar passagem para a viatura, mas voltou a pista do meio quando viu que os policiais não iriam ultrapassá-los. Os três agentes que estavam no veículo, então, atiraram contra o carro. Leandro Ramos da Silva, Camila de Cássia Silva Bueno e Fábio Pereira Pontes foram afastados e tiveram as armas apreendidas.
Em depoimento obtido com exclusividade pelo Fantástico, os policiais envolvidos disseram que ouviram disparos de arma de fogo que “pareciam vir do veículo que seria abordado”. Imagens mostram que os agentes ficaram sem reação após a ação.
Dois policiais militares foram os responsáveis por terem prestado socorro rápido à Juliana que, segundo os médicos, foi essencial para a recuperação dela. O coordenador de Neurocirurgia do Hospital Adão Pereira Nunes conta que “ela teve muita sorte” de a bala não ter atingido lugares mais sensíveis do cérebro e de não ter ficado alojada no local.








