Jovem de 14 anos morre na Índia com vírus cerebral que pode causar epidemia

Doença rara pode ser transmitida por morcegos, porcos ou pessoas infectadas

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Jovem de 14 anos morreu um dia após o diagnóstico (Foto: Banco de Imagens)

Um adolescente de 14 anos morreu na Índia infectado pelo Nipah, um vírus cerebral que leva a uma doença incurável. A morte, que ocorreu no domingo (21), foi confirmada pelas autoridades locais de saúde. A doença matou o jovem apenas um dia após ele ser diagnosticado. As informações são do jornal O Globo.

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A doença mortal ataca o cérebro e pode ser transmitida para pessoas que tiveram contato ou ficaram próximas do infectado. Pelo menos 60 pessoas precisaram entrar em isolamento após ter contato com o adolescente. Isso porque a doença está na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) de patógenos que podem causar uma epidemia. Os moradores locais da cidade de Pandikkad, onde o menino morava, foram aconselhados a usar máscaras em locais públicos.

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Segundo o O Globo, em janeiro deste ano um homem morreu por contaminação do vírus Nipah em Bangladesh, no sul da Ásia, após consumir um suco de tâmaras que não passaram por preparo especializado.

O que é o vírus e sintomas

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1999 e é transmitido para os seres humanos por meio da ingestão de alimentos contaminados ou por contato com fluídos corporais de pessoas infectadas, morcegos ou porcos.

Inicialmente, quem se infecta com o vírus tem sintomas que podem ser confundidos com outras doenças infecciosas, como febre, dificuldade em respirar, dor de cabeça, dor muscular, dor de garganta e vômito. Esses sintomas devem aparecer entre quatro e 14 dias.

Conforme publicação do Hospital Vera Cruz, a partir de duas semanas, os sintomas podem se intensificar e tornam-se mais perigosos. A pessoa passa, portanto, a ter encefalite (inflamação do cérebro) e convulsões. Nesta fase, é comum o paciente sentir-se desorientado, com confusão mental e sonolência. Em um curto espaço de tempo, de 24h a 48h desde o início deste tipo de sintoma, o paciente geralmente entra em coma. Nesses casos, o risco de morrer é elevado.

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Não há tratamentos específicos para o vírus, sejam vacinas para impedir a contaminação ou medicamentos que melhorem o quadro.

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