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Juíza deixa caso da menina impedida de abortar após estupro em SC

Magistrada afirmou que vai atuar em outra comarca e que mudança não tem a ver com a polêmica sobre o caso

21/06/2022 - 12h35 - Atualizada em: 21/06/2022 - 15h23

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Camilla
Por Camilla Martins
Proibição de menina fazer aborto após sofrer estupro virou polêmica nacional
Proibição de menina fazer aborto após sofrer estupro virou polêmica nacional
(Foto: )

A juíza Joana Ribeiro deixou o caso da menina de 11 anos que foi estuprada, engravidou e teve o aborto negado em Santa Catarina. Ela é autora da decisão que levou a menor para um abrigo no Estado.

A magistrada informou que foi transferida para a comarca de Brusque, no Vale do Itajaí. Segundo ela, a transferência ocorreu porque ela aceitou uma promoção e não tem a ver com a repercussão negativa do caso da menina.

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Ela afirma que soube da promoção na última semana. Segundo a magistrada, desde a sexta-feira passada (17) ela já estava fora do caso e um juiz substituto atuava no lugar dela.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirmou a promoção na carreira da juíza, que foi confirmada no último dia 15, segundo o órgão. O tribunal disse que a Corregedoria-Geral do TJ não se manifesta sobre possível impacto da apuração interna do órgão a respeito da atuação da juíza no caso da menina sobre a promoção obtida por ela na semana passada. 

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