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No Oeste

Justiça condena ex-gerente de banco no Oeste de SC a pagar R$ 2,5 mi após desvios de recursos

Investigações apontaram que ela fazia empréstimos em nome de clientes, estornava depósitos para ficar com o dinheiro e retirava montantes do cofre do banco 

31/07/2019 - 21h41 - Atualizada em: 31/07/2019 - 21h58

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Redação
Por Redação DC

A Justiça condenou uma ex-gerente do Banco do Brasil (BB) a ressarcir valores desviados de contas de clientes da agência bancária em que trabalhava, no município de Lindoia do Sul, Oeste de Santa Catarina. Somadas as penalidades, a acusada acumula dívida que se aproxima de R$ 2,5 milhões. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (31) pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

As investigações apontaram que a mulher fazia empréstimos em nome de clientes, estornava depósitos e ficava com os valores, usava senha de colegas de trabalho para efetuar transações indevidas e retirava montantes do cofre do banco. Conforme a denúncia, o montante subtraído pela ex-gerente alcançou R$ 826.757,27.

Além de devolver o dinheiro ao banco com correção monetária, ela terá de pagar multa civil estipulada em duas vezes o valor do dano, o que equivale a R$ 1.653.514,54. Ela também ficou proibida de contratar com o poder público por 10 anos.

De acordo com provas levantadas durante o processo, a acusada era funcionária do antigo Besc e, em abril de 2009, quando a administração passou ao Banco do Brasil, foi promovida a gerente de serviços. Há registros de transações indevidas desde janeiro daquele ano até meados de 2016, quando o esquema foi descoberto.

Segundo o TJSC, a ex-gerente admitiu os desvios e disse que se apropriava do dinheiro para cobrir contas pessoais e dívidas da empresa do marido. Em depoimento, a mulher afirmou que tinha esperança de conseguir devolver os valores aos clientes.

A condenação, proferida pela juíza Letícia Bodanese Rodegheri, da Vara Única da Comarca de Ipumirim, foi pelos atos de improbidade administrativa de enriquecimento ilícito, lesão ao erário e violação aos princípios administrativos. Ela ainda pode recorrer ao Tribunal de Justiça.

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