O julgamento do processo que investiga a morte de um menino de 4 anos, por suspeita de maus-tratos pelo padrasto em Florianópolis, começa nesta quarta-feira (26), em Florianópolis. O homem vai responder pelo crime de homicídio qualificado e tortura. As audiências ocorrerão em duas etapas e foram separadas do processo que envolve a mãe da criança, também apontada como suspeita pelo crime, após decisão judicial.

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A primeira audiência de instrução e julgamento foi marcada para às 14h desta quarta-feira. Neste encontro, serão ouvidas as testemunhas apresentadas pela acusação e aq/uelas consideradas comuns.

A continuidade está prevista para 3 de dezembro, no mesmo horário, quando serão inquiridas possíveis testemunhas remanescentes, além das listadas exclusivamente pela defesa. Também haverá esclarecimento de peritos, eventuais acareações, reconhecimento de pessoas e objetos, seguido do interrogatório do acusado.

O NSC Total entrou em contato com a defesa do padrasto, que afirmou que o processo está em segredo de justiça. “Somos impedidos de comentar o caso”, alegaram os advogados.

Justiça havia rejeitado denúncia da mãe

A mãe da criança havia sido denunciada pelos mesmos crimes do padrasto, mas a Justiça rejeitou a acusação por entender que os elementos apresentados não correspondiam aos delitos apontados.

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O Ministério Público recorreu da decisão, o que fez com que o caso dela fosse separado. Como o padrasto está preso preventivamente, o tribunal entendeu que o processo dele precisava seguir com mais rapidez.

Morte de criança de 4 anos

O caso ocorreu em 17 de agosto deste ano, quando o menino foi levado desacordado e em parada cardiorrespiratória ao Multi-hospital, no Sul da Ilha. Ele tinha uma mordida na bochecha, manchas roxas no abdômen e marcas nas costas.

Uma vizinha tentou reanimação durante o transporte, mas o garoto chegou sem vida ao hospital. A causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de traumatismo abdominal.

A investigação foi embasada em um relatório que reúne trocas de mensagens entre o padrasto e a mãe do menino, indicando que ele agredia a criança com conhecimento dela. A polícia também identificou, no celular do homem, uma pesquisa feita em aplicativo de inteligência artificial com a pergunta: “o que acontece se ficar enforcando muito uma criança”.

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Em depoimento, o padrasto disse que a criança começou a apresentar comportamento estranho e que, ao vê-la desacordada, pediu ajuda à vizinha. A mãe afirmou estar trabalhando no momento.