A Justiça Federal mandou soltar os funkeiros MC Ryan SP e o MC Poze do Rodo após conceder habeas corpus, nesta quarta-feira (13). Eles estavam presos no âmbito da Operação Narco Fluxo desde o dia 15 de abril, sob suspeita de integrarem um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Com informações do g1.

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A decisão, assinada pela desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), também concede liberada aos influenciadores Chrys Dias e sua esposa, Débora Paixão, assim como Diogo Santos de Almeida.

“É incongruente entender que não há provas para a formação da opinio delicti e manter a prisão preventiva”, escreveu a magistrada.

Para ela, a prisão preventiva não pode ser mantida sem elementos suficientes para que seja oferecida uma denúncia pelo Ministério Público Federal, em referência ao pedido da Polícia Federal para mais 90 dias para concluir diligências e perícias.

Os desembargadores também argumentaram que há um excesso de prazo na investigação, e que não há demonstração de que MC Ryan SP pudesse interferir na produção de provas, já que equipamentos eletrônicos foram apreendidos pela PF.

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Quem são os famosos presos na operação

Medidas cautelares

Apesar do habeas corpus, os investigados terão que cumprir algumas medidas cautelares como:

  • Comparecer a todos os atos do processo;
  • Informar eventual mudança de endereço;
  • Comparecer mensalmente em juízo;
  • Não deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização judicial;
  • Não sair do país sem autorização da Justiça e entregar o passaporte, caso possua.

Operação Narco Fluxo

A Operação Narco Fluxo é resultado de uma investigação que se desdobra desde 2025. Segundo a Polícia Federal, o ponto de partida foi a análise de arquivos armazenados no iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado. Os dados foram obtidos em uma operação anterior, a Narco Bet, que por sua vez teve origem na Operação Narco Vela.

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A PF também determinou medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. Além disso, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem ajudar nas investigações.

A megaoperação cumpriu mandados em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.