O laboratório japonês Takeda informou nesta segunda-feira (5) que o fornecimento da sua vacina contra a dengue, a Qdenga, para a rede privada terá que passar por limitações. O imunizante será aplicado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ainda neste mês e já está sendo comercializado nas farmácias e clínicas de imunização do Brasil.

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De acordo com a empresa, a prioridade agora é ofertar para quem já tomou a primeira dose e deve tomar a segunda, após três meses da aplicação.

“O fornecimento da vacina contra a dengue, Qdenga, no mercado privado brasileiro, será limitado para suprir e priorizar o quantitativo necessário para que as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante na rede privada completem seu esquema vacinal, de acordo com a posologia de duas doses subcutâneas”, ressaltou a fabricante em nota.

O laboratório acrescenta ainda que não fará contratos para atender estados e municípios. O objetivo da medida é atender a necessidade do Ministério da Saúde, que segue a estratégia vacinal definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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Segundo a Takeda, “os compromissos firmados com os municípios anteriormente à incorporação no SUS serão plenamente honrados”.

São esperadas 6,6 milhões de doses até o fim de 2024 e há a previsão de mais 9 milhões de doses a serem disponibilizadas para todo o país até 2025. Com estas doses, ao final de dois anos, a estimativa é imunizar com esquema completo cerca de 7 milhões de pessoas.

A vacinação contra a dengue no SUS deve começar em fevereiro, segundo o Ministério da Saúde, e vai priorizar a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, por estarem entre o público com maior número de internações pela doença. 

Ao todo, 521 cidades brasileiras vão receber a vacina em 37 regiões de saúde. Em Santa Catarina, são 13 municípios, que integram a região de Saúde do Nordeste. São eles: Araquari, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville, Massaranduba, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Schroeder.

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Na rede privada, a vacina Qdenga é aplicada desde o segundo semestre de 2023, com preços que variam de R$ 250,00 a R$ 600,00 a dose. O imunizante foi aprovado pela Anvisa em março de 2023.

Vacinação no Sistema Único de Saúde (SUS)

O Brasil é o primeiro país no mundo a oferecer o imunizante na rede pública, mas enfrenta o desafio da baixa quantidade de doses e da rápida expansão da doença. Por isso, o governo teve que estabelecer critérios de priorização de público-alvo e municípios que receberiam as doses da vacina.

Os pontos definidos foram:

  • Prioridade na vacinação de pessoas de 10 a 14 anos por estarem entre o público com maior número de internações pela doença;
  • Inclusão dos municípios de grande porte – que são aqueles com mais de 100 mil habitantes – e com classificação de alta transmissão de dengue do tipo 2;
  • Inclusão de cidades próximas a esses locais, no que o governo chama de “regiões de saúde”.

Quem pode se vacinar contra a dengue?

De acordo com a Anvisa, a Qdenga é indicada para pessoas de 4 a 60 anos. Não foram feitos estudos para avaliar a eficácia da vacina em pessoas com mais de 60 anos.

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Podem se vacinar com a Qdenga tanto quem já teve dengue, quanto quem nunca foi infectado. Essa é a primeira vacina liberada no país para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da dengue. No entanto, não pode ser imunizado com a vacina quem tem as seguintes condições:

  • Alergia a algum dos componentes;
  • Sistema imunológico comprometido;
  • Imunossuprimidos;
  • Gestantes e lactantes.

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