A casa da família da manezinha Júlia Preis, de 25 anos, que já virou um “point” para os lagartos do Campeche, em Florianópolis, foi invadida novamente pelos bichos no último fim de semana. No sábado (8), ela viu dois: um que apareceu para “dar um oi” e logo foi embora, e outro que parece querer “se vingar” após ser expulso da residência na semana passada.

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O “sem rabo”, apelido que Júlia deu para o visitante conhecido, ameaçou pular em cima dela e, depois, fez o pai da professora de ginástica artística subir em cima da cama com um pedaço de madeira para tentar retirá-lo do local por alguns minutos.

— Não sei mais o que fazer com esses lagartos. No sábado, apareceu o “grandão” no meio do mato, e eu fiz um barulho para não assustá-lo e ele sair de boa, porque eles entram em casa quando ficam assustados — diz.

Mas, na segunda aparição, Júlia não conseguiu manter a calma. O lagarto “sem rabo” retornou ao quintal da família, e Júlia e o pai iniciaram uma missão para tirá-lo, que acabou indo do quintal para o quarto e depois para a sala de estar, quando o bicho finalmente deixou a casa.

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Assista à “luta” para expulsar o lagarto

Júlia desconfia que os animais estejam morando debaixo da casa da vó dela, que fica quase no mesmo terreno. Tudo começou quando a idosa começou a alimentar os animais, apesar dos protestos de Júlia.

— Sabe como é que é, coisa de pessoa mais velha. Eu falei: “Vó, pelo amor de Deus, para de dar comida para esses bichos! Vai que [eles] atacam nossos gatos”, e agora ela parou de dar comida. Mas eu não sei, vai que eles gostaram disso e aí começaram a vir.

No domingo, inclusive, Júlia flagrou um lagarto grande comendo a ração dos gatos, que fica na parte de trás da casa, de onde os répteis normalmente vêm.

O que fazer no caso de uma “invasão” de lagartos?

O NSC Total conversou com a Polícia Militar Ambiental (PMA) de Santa Catarina para descobrir o que Júlia e outras pessoas que estão na mesma situação podem fazer.

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A corporação informou que, durante o verão e a primavera, é mais comum que eles apareçam, porque procuram o sol. Além disso, o Campeche, em Florianópolis, é uma área de muita vegetação, o que explicaria a quantidade de lagartos que aparecem na casa da família.

A recomendação da polícia é que, nos casos onde o animal esteja machucado ou provocando algum risco, a pessoa — que não quer ou não sabe retirar o lagarto — pode contatar a PMA, pelo 190 ou aplicativo PMSC Cidadão.

Entre as formas de prevenção para evitar a presença dos animais, está não deixar “restos de comida” expostos, além de cultivar algumas espécies de plantas que os lagartos não gostam, como lavanda, capim limão e manjericão.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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