Durante a Copa de 2018, o jogador Neymar publicou nos stories do Instagram um trecho da música “Deixa”, do Lagum, em parceria com a cantora Ana Gabriela. O gesto foi o suficiente para colocar a faixa nas paradas e apresentar ao Brasil uma banda que, até então, era conhecida apenas no circuito de Belo Horizonte. Oito anos depois, o Lagum chega ao Atlântida Celebration 2026 como uma das bandas de pop rock mais ouvidas do país.
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A história do Lagum começou em 2014, quando o vocalista Pedro Calais postou um vídeo no Facebook em que cantava uma música própria, escrita depois do término de um relacionamento. Um amigo de Pedro, que trabalhava como promoter em uma casa de shows, viu o vídeo e sugeriu que ele montasse uma banda para se apresentar no local, em apenas um mês.
Pedro chamou amigos e vizinhos de infância de Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, que sabiam tocar algum instrumento: Otávio Cardoso e Jorge Borges nas guitarras, Francisco Jardim no baixo e Breno Braga, o Tio Wilson, na bateria.
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O nome da banda é uma homenagem a uma lagoa que ficava perto da casa de Pedro Calais, o lugar onde os amigos se encontravam e onde tudo começou. A primeira música do grupo, “Califórnia”, chegou a ser lançada, mas foi retirada das plataformas pouco depois porque os próprios integrantes não gostaram do resultado.
Em 2016, veio o primeiro álbum oficial, Seja o Que Eu Quiser, distribuído gratuitamente e responsável por construir a base de fãs do grupo na região de Belo Horizonte. Foi um disco de circulação local, mas que já carregava a mistura de rock, pop, reggae e indie que se tornaria a marca registrada da banda.
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“Deixa” foi o primeiro hit que explodiu no país
O salto para o cenário nacional aconteceu em 2018, com a versão de “Deixa” ao lado de Ana Gabriela. A música já circulava nas plataformas, mas foi o post de Neymar que mudou o jogo: da noite para o dia, o Lagum passou a ser tocado em rádios de todo o país e virou pauta de programas de TV. O momento foi decisivo para que a banda assinasse contrato com a Sony Music.
Em 2019, veio o segundo álbum, Coisas da Geração, que ampliou o alcance do grupo com faixas como “Oi”, “Detesto Despedidas” e “Andar Sozinho”, com participação de Jão. O disco levou a banda a turnês pelo Brasil e pelo exterior, e o Lagum passou a ser identificado como uma das vozes da geração que tinha entre 18 e 25 anos naquele momento. Com o tempo, o pop “good vibes” com levada de reggae e violão praiano passou a embalar festas de fim de ano e viagens de praia.
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A perda de Tio Wilson e o disco que transformou luto em arte
Em setembro de 2020, durante uma apresentação em Nova Lima, na Grande Belo Horizonte, o baterista Tio Wilson sofreu uma parada cardiorrespiratória, causada por uma miocardiopatia dilatada, e morreu aos 34 anos. Um mês depois, a banda lançou “Ninguém Me Ensinou”, música que era a favorita de Tio Wilson e que havia sido gravada para o terceiro álbum, que estava ainda em produção.
O terceiro disco, Memórias (De Onde Eu Nunca Fui), foi lançado em 2021 e eternizou as últimas gravações de Tio Wilson na bateria. Com uma boa repercussão entre o público, o álbum rendeu ao Lagum a primeira indicação ao Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa.
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Apesar de ter sido um reconhecimento marcado pela dor, a conquista fez com que a banda se tornasse ainda mais madura. Ao transformar a perda em música, o Lagum conquistou ainda mais o carinho do público.
Depois do Fim e os dez anos de carreira
Em 2023, o Lagum lançou o EP Fim e, na sequência, o álbum Depois do Fim, um trabalho mais confessional e com letras escritas após o término de um relacionamento de um dos integrantes. O disco alcançou o Top 50 do Spotify Brasil em menos de uma semana e rendeu a segunda indicação ao Grammy Latino da banda. No mesmo ano, a banda conquistou a terceira indicação com o projeto Lagum Ao Vivo, gravado para 8 mil pessoas no Espaço Unimed, em São Paulo.
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Em 2025, Lagum lançou o quinto álbum de estúdio, As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo. E em 2026, para celebrar os dez anos do álbum de estreia, o grupo lançou o single “Seu e Só”. Para marcar o lançamento, os artistas fizeram uma ação em vinte rádios no interior de São Paulo.
Lagum sobe ao palco do Atlântida Celebration
É justamente no espírito de celebração de uma década de carreira que Lagum sobe ao palco do Atlântida Celebration, no dia 4 de julho, na Arena Opus, em São José. Para quem acompanha o grupo desde o primeiro hit, é a chance de ver ao vivo as canções que marcaram a história do grupo ao longo do período.
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O show acontece no mesmo palco que também recebe Jota Quest, Marina Sena, Vitor Kley e Dazaranha, com mais de dez horas de festival. Além disso, a Arena Opus vai contar com uma estrutura completa, com praça de alimentação, ativações de marcas e áreas de descanso ao longo da noite.
A venda de ingressos é feita pelo site uhuu.com, em dois setores: o Arena SCIRE, que dá acesso a toda a estrutura do evento, e o VIP Open Bar, com open bar completo e vista privilegiada. Há, ainda, meia-entrada para públicos específicos, conforme a legislação, e desconto para assinantes do Clube NSC e sócios do Clube Opus.
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