Líderanças da Europa e do México se pronunciaram neste sábado (12), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor uma nova tarifa de 30% a vários países. As informações são do g1.
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Recentemente, Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros — é o maior percentual entre todos os países notificados pelo presidente americano até agora. A taxa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
México
O Ministério da Economia do México classificou como um “tratamento injusto” a imposição das taxas por Trump. Em um comunicado divulgado em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, o governo indicou que “o México já está em negociações” para chegar a um acordo sobre “uma alternativa” às tarifas.
“O grupo de trabalho com os EUA buscará alternativa antes de 1º de agosto para proteger empresas e funcionários de ambos os lados da fronteira”, afirmaram os ministérios mexicanos, em nota oficial.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, também reagiu à medida de Donald Trump. Em evento deste sábado, Scheinbaum declarou que a “soberania do México não é negociável”. Ela acrescentou, porém, que está confiante de que um acordo com os Estados Unidos será alcançado antes que as tarifas entrem em vigor.
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Comissão Europeia e Conselho Europeu
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que o bloco está preparado para tomar as medidas necessárias para proteger seus interesses e que vai “seguir trabalhando para alcançar um acordo até 1º de agosto”.
— Poucas economias no mundo se comparam ao nível de abertura e de respeito às práticas comerciais justas da União Europeia. (…) Tomaremos todas as medidas necessárias para proteger os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se for preciso — disse.
O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, afirmou que a UE permanece “firme, unida e pronta para proteger [seus] interesses”.
— Tarifas são impostos. Elas alimentam a inflação, criam incerteza e prejudicam o crescimento econômico. Continuaremos a construir parcerias comerciais fortes em todo o mundo — disse Costa, que preside as cúpulas europeias como chefe do conselho de líderes nacionais.
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França
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país desaprova o anúncio das tarifas por parte dos EUA, reiterando que a taxação acontece mesmo após “semanas de intenso envolvimento da Comissão em negociações com os Estados Unidos, com base em uma oferta sólida e de boa fé”.
— Na unidade europeia, cabe mais do que nunca à Comissão afirmar a determinação da União em defender resolutamente os interesses europeus. Isso inclui acelerar a preparação de contramedidas confiáveis, mobilizando todos os instrumentos à sua disposição, incluindo o mecanismo anticoerção, caso nenhum acordo seja alcançado até 1º de agosto — afirmou o presidente francês.
Itália
O gabinete da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que Roma apoia plenamente os esforços da Comissão Europeia. Ela reiterou que é “fundamental manter o foco nas negociações”, uma vez que maior polarização pode fazer com que seja mais difícil chegar a um acordo.
Holanda
O primeiro-ministro holandês, Dick Schoof, disse que a tarifa é “preocupante” e que não é o caminho a seguir. “A Comissão Europeia pode contar com todo o nosso apoio. Como União Europeia, devemos permanecer unidos e firmes na busca por um desfecho com os Estados Unidos que seja mutuamente benéfico”, afirmou em rede social.
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Suécia
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse que a taxação por parte dos EUA vem mesmo após várias semanas de negociações entre o país e a UE, destacando que o governo da Suécia lamenta a decisão do presidente norte-americano e apoia o desejo da Comissão Europeia de continuar negociando uma solução.
“A UE está preparada para responder com contramedidas severas, se necessário. No entanto, todos perdem em um conflito comercial intensificado, e são os consumidores americanos que pagarão o preço mais alto. A Suécia defende o livre comércio e a cooperação internacional”, afirmou em publicação no X.
Irlanda
Já o primeiro-ministro da Irlanda, Simon Harris, disse que a carta é “profundamente lamentável”. “A escalada não ajuda. […] A UE permanece à mesa, unida na busca por uma solução justa”.
Espanha
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, disse que a abertura econômica e o comércio criam prosperidade, enquanto “tarifas injustificadas a destroem”.
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— É por isso que apoiamos e continuaremos a apoiar a Comissão em suas negociações para chegar a um acordo com os EUA antes de 1º de agosto. Unidos, os europeus formam o maior bloco comercial do mundo. Usemos essa força para alcançar um acordo justo — afirmou.
Alemanha
A ministra da economia da Alemanha, Katherina Reiche, pediu uma solução pragmática para a crescente guerra comercial.
— As tarifas atingiram duramente as empresas exportadoras europeias. Ao mesmo tempo, também teriam um forte impacto na economia e nos consumidores do outro lado do Atlântico. Um resultado pragmático para as negociações deve ser alcançado rapidamente.
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