O locomóvel centenário da Praça da Chaminé voltou ao local após passar por um processo completo de restauração. Símbolo do início da industrialização de Criciúma, o equipamento ficou cerca de seis meses em reparo antes de retornar ao espaço público.
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A peça havia sido retirada em abril de 2025, durante ações do programa Criciúma, Quem Ama Cuida, na região do bairro Próspera. A restauração foi executada por uma empresa especializada do município, com foco na preservação das características originais.
O que é o locomóvel?
Fabricado pela empresa alemã Henrich Lanz, de Mannheim, o locomóvel chegou a Criciúma na década de 1910 para atender às demandas da mineração de carvão. Em 1914, já gerava energia elétrica para a Companhia Brasileira Carbonífera de Araranguá e para parte da cidade, incluindo o cinema e estabelecimentos comerciais.
Apesar da aparência semelhante à de uma locomotiva, o equipamento é um gerador elétrico a vapor. Era utilizado para fornecer energia às minas, alimentando iluminação, bombas d’água e máquinas de perfuração, uma estrutura essencial para o avanço da atividade carbonífera no município.
A restauração integra um levantamento mais amplo realizado pela Fundação Cultural de Criciúma, que vem catalogando e avaliando as condições de conservação dos bens históricos da cidade. O inventário já mapeou cerca de 50 monumentos, incluindo patrimônios industriais, ferroviários, arquitetônicos e memoriais.
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Entre os espaços que passaram por intervenções recentes estão o Monumento aos Homens do Carvão, a Praça da Chaminé, as placas da Praça da Imigração, a escultura Giacomo Puggina, o Monumento do E.C. Metropol, o Obelisco e o marco geodésico do IBGE, todos em diferentes pontos do município.
