Embora não tão famosa como outras praias da região, a Praia de Cabeçudas, em Itajaí, é a responsável pela criação do turismo “sol e mar”, ou seja, aproveitar a praia como um local de lazer e relaxamento. A atividade teve início no começo do século 20, quando imigrantes europeus passaram a ir ao mar para se divertir. Até então, o oceano sinônimo de trabalho e sustento para quem morava ali.
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Conforme a Associação de moradores de Cabeçudas, moradores de Brusque, Blumenau e Itajaí foram os primeiros a construírem casas de veraneio na região, o que colaborou para a abertura de ruas e o desenvolvimento da estrutura.
A história de Cabeçudas está descrita na Itajaipedia, projeto do pesquisador e escritor Magru Floriano. De acordo com informações, Marcos Konder, prefeito de Itajaí de 1915 a 1930, tinha uma afeição especial pela praia, e articulou a chegada de energia elétrica ao bairro. Foi em 1928, quando Adolpho Konder era governador do Estado de Santa Catarina.
Como a praia foi batizada
A praia de Cabeçudas leva o mesmo nome do bairro. Ela começa na bifurcação das ruas Juvêncio Taváres D’amaral (à beira-mar) e Floriano Peixoto, e a faixa de areia vai até a Cabela Santa Terezinha. O nome Cabeçudas tem ao menos cinco interpretações, conforme a pesquisa do idealizador da Itajaipedia.
A primeira hipótese faz referências às tartarugas-cabeçudas que eram comuns no balneário durante os primórdios da colonização. Elas já não habitam mais a praia, mas o nome teria ficado. Há também quem diga que a referência é às formigas “cabeçudas” encontradas por ali.
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Outra interpretação seria uma referência ao tamanho da cabeça de nativos da região. Quando o Iate Clube foi ampliado, em 1971, restos mortais deste povo foi encontrado. A quarta possibilidade tem relação com os morros do Farol e o da Caverna do Morcego. Os navegantes viam os morros que formavam dois cabeços (montes arredondados) mar adentro.
A última tese também tem relação com a formação geológica do local: as pedras dali também formavam cabeços, que foram retirados durante a construção da estrada geral. O principal destes cabeços deu origem ao Bico do Papagaio.
Como chegar
A praia fica a cerca de 5 quilômetros do Centro, e é possível chegar lá de carro, ônibus ou até de bicicleta. Saindo do Centro, é preciso seguir pelo bairro Fazenda até a Alameda Ernesto Schneider, passar pela ponte sobre o Rio Itajaí-Açu, seguindo em frente até a rótula que dá acesso aos Molhes da Barra. Depois disso, é necessário passar pela Praia do Atalaia, seguindo em frente até a bifurcação entre as ruas Juvêncio Taváres D’amaral e Floriano Peixoto.
De ônibus, saindo do Centro, é possível usar a linha LA – Lazer e Turismo – Praias, aos finais de semana, ou a L1 – Cabeçudas, de segunda a sexta. Clique aqui e veja as rotas e horários.
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