O presidente Lula (PT) afirmou que seus ministros devem escolher de qual lado estarão na eleição de 2026, chamada por ele de “hora da verdade”. A afirmação foi dada nesta quarta-feira (17), durante uma reunião ministerial em Brasília. Com informações da Folha.

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O recado de Lula ocorre após disputas recentes entre os Três Poderes, além das polêmicas envolvendo partidos do centrão durante a aprovação de projetos. O presidente tem receio que ministros apoiem a candidatura de adversários, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Ratinho Júnior (PSD-PR).

— Ano que vem é o ano em que a gente tem a oportunidade, não só porque estaremos em disputa, mas porque cada ministro, cada partido que vocês participam, vai ter que estar no processo eleitoral e vai ter que definir de que lado tá. Será inexorável as pessoas definirem o discurso que vão fazer. Eles vão ter que defender aquilo que eles acham que podem elegê-los — disse.

Recentemente, o partido União Brasil foi alvo de atritos após a expulsão de Celso Sabino, ministro do Turismo de Lula. O político optou por apoiar o presidente — contrariando o posicionamento da sigla, que orientou afastamento para 2026.

— Importante que a gente tenha noção que nós precisamos fazer com que o povo saiba o que aconteceu nesse país. Eu tenho a impressão que o povo ainda não sabe. Eu tenho impressão que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba — afirmou.

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Atualmente, os ministros Silvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos, André Fufuca, de Esportes, Carlos Fávaro, da Agricultura, Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e André de Paula, da Pesca, são alguns dos nomes que ainda integram partidos considerados do centrão.

— O dado concreto é que o ano eleitoral vai ser o ano da verdade. Ou seja, temos que criar a ideia da hora da verdade para mostrar quem é quem nesse país, quem faz o que nesse país, o que aconteceu antes de nós — declarou.

Reunião Ministerial

Pela terceira vez no ano, Lula convocou uma reunião ministerial nesta quarta-feira. A primeira foi realizada em janeiro e a segunda em agosto, logo após o tarifaço imposto pelo governo norte-americano de Donald Trump. No último encontro, Lula e seus ministros utilizaram bonés com slogan “O Brasil é dos Brasileiros”.

Nessa reunião, também foram feitas críticas a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), defesas à regulamentação das big techs e o slogan atual do governo —”Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro”— foi anunciado.

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Naquela ocasião, houve destaque especial aos ministros Fernando Haddad, da Fazenda e Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e do vice-presidente Geraldo Alckmin, da Indústria, Comércio e Serviços, pela participação da negociação do tarifaço.

*Sob supervisão de Luana Amorim