O empresário Jean Cabral morreu na madrugada desta quarta-feira (1º), aos 31 anos, após uma batalha de mais de seis meses contra um câncer no peritônio. Morador de Palhoça, na Grande Florianópolis, ele estava internado nos últimos dias devido ao agravamento da doença. A morte foi comunicada pela família na manhã desta quarta.

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Reconhecido no meio esportivo catarinense, Jean fundou a Kbrau Caneleiras, empresa especializada na produção de caneleiras personalizadas utilizadas por atletas como Wesley, Roberto Firmino e Filipe Luís, que passaram pelo futebol da Capital.

A ligação com o esporte, porém, começou muito antes do empreendimento. Jean atuou nas categorias de base do Guarani de Palhoça e chegou a ser aprovado para defender Avaí e Figueirense. Também fez parte da escolinha de futebol do professor Guilherme Antônio Cabral, primo de Jean, que há 19 anos desenvolve um projeto voltado a crianças em situação de vulnerabilidade.

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“Deixou o legado de não desistir”

Para Guilherme, Jean será lembrado pela alegria e pela determinação que demonstrou até os últimos dias.

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— Ele era um cara que amava viver, alegre, pra cima, cheio de sonhos. Quando os médicos disseram que ele teria apenas quatro semanas de vida, ele foi além e viveu mais seis meses lutando contra o câncer. Lutou até onde pôde — afirmou.

Segundo o professor, o futebol sempre esteve presente na vida do primo e acabou sendo o caminho para que ele transformasse uma paixão em profissão.

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— Ele gostava de conversar, gostava de futebol e encontrou nas caneleiras personalizadas uma forma de continuar ligado ao esporte. Atendeu vários jogadores e conheceu muita gente. Era um batalhador, um guerreiro.

Além da convivência familiar, Guilherme destaca a proximidade que os dois mantiveram ao longo da vida.

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— O pai dele era irmão do meu pai e também meu padrinho. A gente era como primo-irmão. Foi uma convivência muito grande. A perda é enorme como primo, amigo e como ser humano. Ele era um cara do bem, especial, que vai deixar muita saudade.

Jean deixa a esposa, Jenifer, e o filho, Cauã. Para Guilherme, a forma como Jean enfrentou a doença também deixa um exemplo para quem conviveu com ele.

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— Ele deixou um legado de não desistir, de acreditar, de ter fé. Deus decidiu que era o momento de ele descansar. No fim, ele já enfrentava muitas dores, estava sob medicações fortes e aparelhos. A gente fica triste pela perda, mas também aliviado porque ele não está mais sofrendo.

Despedida

O velório foi realizado nesta quarta-feira, as 12h, no Crematório Catarinense, em Palhoça. A cerimônia teve duração de três horas e foi reservada prioritariamente para familiares e amigos próximos. Após a despedida, o corpo foi cremado.

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O câncer no peritônio, doença diagnosticada em Jean em novembro do ano passado, afeta a membrana que reveste a parede interna do abdômen e envolve grande parte dos órgãos abdominais e pélvicos. Considerado um câncer raro e agressivo, costuma provocar sintomas como dor abdominal, inchaço, perda de peso e acúmulo de líquido na região abdominal.