Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher de Márcio Gama dos Santos Nepomucemo, o Marcinho VP, e mãe de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, é considerada foragida pela polícia após uma operação contra a estrutura nacional de uma facção criminosa, deflagrada nesta quarta-feira (11). Ao todo, sete pessoas foram presas, entre eles, o vereador do Rio de Janeiro Salvino Oliveira (PSD).
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Márcia é apontada pela polícia como uma das principais responsáveis por intermediar interesses do grupo fora do sistema prisional. A operação foi conduzida por agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Dcoc-LD).
Segundo os investigadores, familiares de Marcinho VP teriam participação direta no funcionamento da facção. O traficante está preso há quase três décadas. Márcia teria atuado como uma ponte entre a facção e os presos, transmitindo recados e facilitando contatos.
O sobrinho de Marcinho VP, Landerson Nepomuceno, também é citado no inquérito, sendo apontado como o responsável pela ligação entre chefes da facção, integrantes que atuam em comunidades e pessoas relacionadas a negócios para a geração de recursos. Ele também está foragido.
Prisão de Salvino Oliveira
De acordo com a polícia, Salvino é investigado por supostamente ter negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. Em troca, Salvino teria articulado benefícios à facção e à população local, como a instalação de quiosques na região.
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Salvino tem 28 anos e foi eleito em seu primeiro mandato em 2024. Antes, foi o secretário municipal mais jovem da história do Rio de Janeiro, aos 22 anos. Ele também ficou conhecido por se envolver em um confronto entre policiais e manifestantes na Cidade de Deus, quando acompanhou a ação da prefeitura para a demolição de construções irregulares na comunidade.
Salvino negou qualquer relação com Marcinho VP e com a instalação dos quiosques. À TV Globo, ele afirmou estar sendo “vítima de uma briga política que não é minha”.
A investigação continua sendo realizada, segundo a Polícia Civil, para aprofundar a responsabilização de todos os envolvidos.
*Com informações do g1, Uol e O Globo

