Uma mulher de 35 anos foi presa em Palmeira, na região dos Campos Gerais do Paraná, suspeita de cometer maus-tratos e lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar. As vítimas são os dois filhos dela: um menino de 12 anos e uma adolescente de 16. Com informações do g1.

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A prisão preventiva foi decretada após a mulher ser flagrada em vídeos agredindo os próprios filhos dentro de casa. As gravações mostram episódios de espancamento, tentativa de enforcamento e ofensas verbais. O material circulou nas redes sociais e passou a integrar o inquérito policial.

Em uma das gravações, a mãe aparece desferindo socos e tapas na cabeça da adolescente. Em outro vídeo, ela segura o menino no sofá e aparenta tentar sufocá-lo, enquanto repete diversas vezes a expressão “em nome de Jesus”.

“Desmaia, desmaia, eu não aguento mais você falando. […] Cala a boca, se você se mexer eu te quebro. Eu tiro o seu maxilar do lugar. […] Eu só queria que você tivesse lavado a louça”, diz a mulher ao filho.

Na sequência, ela arrasta o menino até o chuveiro e dá continuidade às agressões. Em determinado momento, o garoto afirma que não consegue respirar por causa da água, e a mulher responde que “não é para respirar mesmo”.

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“Pare de gritar, que os vizinhos vão escutar”, afirma a mãe, que também é vista rezando enquanto pressiona o corpo do filho contra o chão.

O g1 não divulgou o nome da mulher presa, com o objetivo de preservar a identidade dos filhos.

De acordo com o delegado Lucas Farias, os adolescentes relataram à polícia que as agressões eram frequentes, mas não souberam precisar desde quando ocorriam. Atualmente, ambos estão sob os cuidados do pai.

A mulher tem ainda uma terceira filha, de oito anos, de outro relacionamento. A criança está com os avós, e a polícia apura se ela também foi vítima de agressões.

A prisão preventiva foi cumprida na última sexta-feira (13). Segundo o delegado, durante o interrogatório, a mulher optou por permanecer em silêncio.

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Em nota, a defesa informou que o caso segue em investigação e que ainda não há decisão judicial sobre os fatos. Também afirmou que parte dos vídeos divulgados é antiga e pediu cautela para evitar julgamentos precipitados, destacando que o caso envolve menores de idade.