Ágatha Valentina, de sete anos, foi uma das vítimas que ficaram presas sob os escombros após o desabamento de duas casas de quatro pavimentos no Maracanã, Zona Norte do Rio, na madrugada desta segunda-feira (2). Ela foi resgatada com vida às 6h24min. A mãe da menina, Michele Martins, de 40 anos, também foi soterrada, mas não resistiu. Com informações do g1.

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Ágatha ficou presa junto com a mãe na estrutura que colapsou em efeito “panqueca” — quando os pavimentos caem uns sobre os outros, segundo o Corpo de Bombeiros.

Às 6h41min, cerca de 20 minutos após o resgate da menina, os bombeiros informaram que Michele havia sido encontrada morta.

A criança foi levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O corpo de Michele será levado para o Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio.

Cinquenta bombeiros militares, de sete unidades, incluindo o Grupo de Operações Especiais (GOE), foram mobilizados para a ocorrência. Durante a operação, os militares tentaram acalmar a criança enquanto trabalhavam para retirá-la dos escombros.

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— Calma, a gente já vai te tirar. Já está quase acabando. Evita todo mundo falar com ela ao mesmo tempo — orientou um dos bombeiros no local.

O major Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, informou que a mãe da criança não respondia aos comandos no momento do resgate, o que é comum em ocorrências desse tipo:

— Em situações de soterramento, é frequente encontrarmos vítimas inconscientes — esclareceu.

Desabamento foi “rápido e sem aviso”, dizem moradores

Ao g1, moradores relataram que o desabamento aconteceu de forma “muito rápida e sem aviso”. O produtor cultural Tácito Simões Ventura disse que ouviu um barulho forte e correu para avisar a mãe.

— Foram cinco minutos, tudo muito rápido. Achei que fosse um trovão. Quando vi a parede estalando, mandei ela sair na hora.

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A empregada Lúcia Félix Martins contou que estava dormindo quando ficou soterrada. Ela foi retirada pelo filho.

— Eu não vi nada. Só senti ele me puxando debaixo do concreto, eu e minha neta. Foi do nada — disse.

Já a estudante Gabriela Martins contou que ficou presa ao tentar sair do imóvel e entrou em desespero ao achar que familiares estavam sob os escombros.

— Minha perna ficou presa. Quando consegui sair, vi tudo caindo. Achei que minha mãe e minha filha tinham ficado embaixo, mas meu irmão conseguiu tirá-las — relatou.

A área foi isolada, e a Defesa Civil foi acionada para avaliar as condições de imóveis vizinhos. As causas do desabamento ainda serão investigadas. O estado de saúde das vítimas resgatadas não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.

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