Mãe tirou filho do quarto segundos antes de deslizamento matar jovens em Camboriú

Irmão de uma das vítimas estava com elas no cômodo segundos antes do desmoronamento de terra acontecer

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Deslizamento de terra destruiu parte da casa no bairro Monte Alegre

(Foto: Divulgação)

Segundos antes do deslizamento que matou duas jovens em Camboriú, a mãe de uma delas foi até o quarto atingido pela terra e retirou o filho do local. Sem saber, a mulher salvou o pequeno de três anos da tragédia na madrugada desta terça-feira (20). Elaine Marques, 17, e Ketelhem Arno Ribeiro, 16, morreram soterradas.

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Chaiane Marnati, prima das jovens, conta que as duas eram muito ligadas. Elaine deixou São Lourenço do Oeste na semana passada para passar as férias com a família de Camboriú e pretendia ficar morando na casa dos tios, pais de Ketelhem.

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— Elas tinham uma amizade muito bonita, a gente via a cumplicidade — lamenta Chaiane.

Junto com as adolescentes, estavam no quarto o irmão caçula de Ketelhem e a prima dela, de nove anos. Na madrugada, conta Chaiane, a mãe da jovem de 16 anos entrou no cômodo e pegou o filho pouco antes das 3h.

— Quando ela virou as costas e estava quase na cozinha, o deslizamento aconteceu. Foi questão de segundos — revela.

O casal pediu socorro e tentou resgatar, com a ajuda de vizinhos e familiares, as três meninas. A mais nova saiu com vida, foi levada ao hospital e passa bem, informou a prefeitura. Para retirar as mais velhas, porém, foram necessárias cerca de três horas de trabalho dos bombeiros e voluntários.

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— Minha tia ficou com a filha no colo, implorando para que ela vivesse. Até agora não temos mais notícias, eles estão ilhados — disse a prima pouco antes do meio-dia.

Os corpos não haviam sido recolhidos pela Polícia Científica até o final da manhã desta terça por conta dos alagamentos e deslizamentos que atingem Camboriú e região e impedem a circulação de veículos nas ruas. A prefeitura decretou situação de emergência depois de chover mais de 200 milímetros em 24 horas.

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“Desolador”

Na casa, no bairro Monte Alegre, moravam Ketelhem, os pais e o irmão de três anos. A outra criança que estava no imóvel passeava na casa dos familiares.

— É desolador. Não dá para imaginar como está a cabeça da minha tia — desabafou Chaiane.

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