O maior prédio de Criciúma, no Sul do estado, deverá ser construído na cidade com previsão de entrega para 2027. O edifício, que terá 47 andares, será erguido no terreno da tradicional Mansão Guglielmi.
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Com mais de 150 metros, a construção será classificada como um arranha-céu, sendo o primeiro empreendimento desse porte no estado fora de Balneário Camboriú, segundo a CNN Brasil.
O residencial de luxo deve unir a modernidade da arquitetura atual com a história do local. Segundo a construtora, o projeto deve manter o valor do imóvel original e respeitar a memória da família Guglielmi, uma das mais tradicionais e influentes da história de Criciúma.
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O planejamento da obra prevê a revitalização de diversas áreas do terreno, como o jardim de Burle Marx, projetado pelo renomado arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx e presente na propriedade, que foi construída na década de 1970. Em vez de múltiplas torres, a construtora optou por uma estrutura única para garantir uma área aberta para os moradores.
A expectativa é que o projeto seja entregue em 2027. Em conversa com o NSC Total, o prefeito da cidade reafirmou a importância da nova obra.
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— A obra está aprovada pelo conselho de desenvolvimento municipal e sem dúvida nenhuma vai transformar todo o padrão construtivo da nossa cidade. Criciúma só tem a agradecer o empreendimento, já que ele gera emprego e gira a economia, criando um ciclo virtuoso da economia e gerando renda, empregos e consumos. Esse grande empreendimento sem dúvida nenhuma já está entrando para a história da cidade de Criciúma — disse o prefeito, Vágner Espíndola (PSD).
Criciúma é Capital do carvão
Criciúma é a maior cidade do Sul de Santa Catarina, com uma população de pouco mais de 214 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022. Ela é conhecida nacionalmente como a Capital do Carvão por conta da ligação com a mineração.
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Veja fotos que mostram a história de Criciúma
O surgimento de Criciúma
Antes chamada de “Cresciuma”, nos anos de 1880 as colônias da região passaram a ser fundadas, com imigrantes italianos de Veneza, Belluno e Treviso. Inicialmente, diversos colonos morreram na luta com os indígenas. A colônia que possuía 22 famílias, com 139 pessoas, se desenvolveu rapidamente.
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Em 1892 passou a ser o sexto distrito de Araranguá, denominado como “Distrito de Paz”. Em 1905 o carvão passa a ser usado em indústrias locais. Na época, a estimativa era de uma população de 3,6 mil habitantes. Com o início da Primeira Guerra Mundial, o carvão internacional ficou escasso, obrigando o governo brasileiro a incentivar a produção do mineral em solo nacional.
Em 1915 foi aberta a primeira mina de carvão de Cresciúma, no bairro Pio Corrêa, onde foram retiradas 400 sacas para análise. O mineral era enviado à Laguna, onde acontecia a distribuição por meio de navios. O transporte de cargas só foi totalmente resolvido com a chegada da Ferrovia Teresa Cristina. Em janeiro de 1919, famílias de colonos presenciaram a chegada do trem que revolucionaria a região.
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Nos anos de 1920 o distrito já contava com mais de 8,5 mil moradores, assim, entendeu-se que o local não poderia mais depender de Araranguá. Até que no dia 4 de novembro de 1925, Cresciúma se tornou município.
A partir desta data a cidade passou a contar com Poderes Executivo e Legislativo. O primeiro prefeito eleito foi Marcos Rovaris, após eleições no dia 4 de dezembro daquele mesmo ano. Nos anos seguintes foi inaugurada a Usina Elétrica do bairro Próspera, elevando o abastecimento de energia.
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