Santa Catarina deve ter 14 dos atuais 16 deputados federais concorrendo à reeleição à Câmara dos Deputados nas Eleições 2026, em outubro. A reportagem do NSC Total confirmou os planos com as assessorias dos parlamentares da bancada catarinense.

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Somente dois deputados federais de SC não vão tentar renovar o mandato na Câmara Federal, mas isso se deve à possibilidade de alçar voos maiores na corrida eleitoral. O caso mais expressivo é o da deputada Caroline de Toni (PL). Após travar uma disputa interna no partido para conseguir assegurar a vaga, Carol irá concorrer ao Senado na aliança do PL, em dobradinha com Carlos Bolsonaro e na chapa com o governador Jorginho Mello (PL) na busca por um segundo mandato.

O outro caso de nome que ainda não tem confirmada a intenção de concorrer à reeleição a deputado federal é o de Carlos Chiodini (MDB). Deputado em segundo mandato, Chiodini tem o nome cogitado como possível candidato a vice-governador na chapa de João Rodrigues (PSD). Se isso se confirmar, Chiodini ficará de fora da corrida pela Câmara dos Deputados. Segundo a assessoria, ainda que a composição escolha outro nome para formar a dobradinha com João Rodrigues, Chiodini não será candidato a um terceiro mandato na Câmara.

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Estado tem 14 na busca por reeleição

Os outros 14 parlamentares afirmaram via assessoria que pretendem concorrer à reeleição ao cargo de deputado federal. Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), reportagem do NSC Total já mostrou que o número de deputados estaduais atualmente no cargo disputando a reeleição também deve ficar acima de 80%, com 33 dos 40 buscando se eleger novamente para a mesma função.

Na eleição de 2022, exatamente metade dos deputados federais eleitos por SC foram reeleitos, enquanto a outra metade dos escolhidos pelos eleitores estreou na Câmara Federal. Em 2018, somente cinco deputados foram reeleitos, com as outras 11 cadeiras de SC destinadas a estreantes no cargo — um percentual de renovação de quase 70%.

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O doutor em Ciência Política e professor da faculdade Ielusc, de Joinville, João Kamradt, pontua que o cenário deste ano favorece quem já está no cargo.

— Hoje o deputado federal tem uma capacidade de entrega concreta que não existia há 10, 20 anos. As emendas parlamentares acabaram virando um instrumento bem poderoso de presença na base. O deputado agora consegue pavimentar uma estrada, equipar um hospital, financiar eventos. Isso é algo que aparece, que o eleitor pode ver, e quem está no cargo larga em uma vantagem óbvia por conta disso — pontua.

O especialista também aponta que a bancada catarinense já tem coesão ideológica, o que reduz ainda mais a briga por espaço, favorecendo a reeleição. Ainda assim, o contexto da eleição também deve contar com muitos candidatos disputando o mesmo perfil de voto.

— O eleitor catarinense historicamente costuma ser bastante pragmático. Em 2018, a gente teve algo intenso, em 2022 foi metade da bancada renovada. Mas essas foram eleições atípicas, a polarização acabou tirando muita gente que poderia ter sido reeleita se fossem em outros ciclos que não fossem atípicos. Mas não acredito que neste ano isso vai se repetir. Acredito que a taxa de reeleição vai ser maior em 2026 do que foi nos últimos anos — pontuou.

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Deputados federais de SC vão tentar à reeleição?

  • Ana Paula Lima (PT): Sim
  • Carlos Chiodini (MDB): Não, possível candidato a vice-governador na chapa do PSD
  • Geovania de Sá (Republicanos): Sim
  • Carol de Toni (PL): Não, pré-candidata ao Senado
  • Cobalchini (MDB): Sim
  • Daniel Freitas (PL): Sim
  • Daniela Reinehr (PL): Sim
  • Fábio Schiochet (União): Sim
  • Gilson Marques (Novo): Sim
  • Ismael (PL): Sim
  • Jorge Goetten (Republicanos): Sim
  • Julia Zanatta (PL): Sim
  • Professor Pedro Uczai (PT): Sim
  • Rafael Pezenti (MDB): Sim
  • Ricardo Guidi (PL): Sim
  • Zé Trovão (PL): Sim