Mais de 112 mil famílias deixaram o Bolsa Família, programa federal de transferência direta e indireta de renda, desde março de 2023 em Santa Catarina. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os desligamentos ocorreram após aumento da renda familiar, seja pela conquista de emprego com carteira assinada ou pelo empreendedorismo.

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Somente em maio deste ano, mais de 3,2 mil famílias catarinenses deixaram o programa social. Joinville liderou o ranking estadual de desligamentos no período, com 213 famílias que ultrapassaram o limite de renda exigido para permanecer no programa.

Veja quantas famílias foram desligadas do Bolsa Família em maio

  • Joinville: 213 famílias;
  • Florianópolis: 203 famílias;
  • Blumenau: 124 famílias;
  • Lages: 114 famílias;
  • Palhoça: 112 famílias;
  • São José: 104 famílias;
  • Itajaí: 96 famílias;
  • Chapecó: 91 famílias;
  • Criciúma: 65 famílias;
  • Jaraguá do Sul: 61 famílias.

De acordo com o governo federal, os desligamentos estão relacionados à chamada Regra de Proteção, que garante uma transição gradual às famílias que aumentam a renda. Pela norma, mesmo após ultrapassar o limite de R$ 218 por pessoa da família, os beneficiários podem seguir recebendo 50% do valor do benefício por até 12 meses, desde que a renda per capita permaneça abaixo de R$ 706.

Em todo o Brasil, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023, quando o programa foi retomado, e maio de 2026 por aumento da renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

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— O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender — afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cruzados com o Cadastro Único, apontam que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.