Já são 152 funcionários da fabricante de peças automotivas Hyundai Mobis, empresa satélite da Hyundai, que passaram mal após consumirem água e alimentos servidos aos trabalhadores. O balanço consolidado foi divulgado pela prefeitura de Piracicaba, em São Paulo, nesta quarta-feira (21). Ainda não se sabe o que causou o surto, e a investigação permanece aberta (veja o que se sabe e o que falta saber sobre o caso abaixo). Com informações do g1.
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No primeiro balanço, divulgado na segunda-feira (19), tinham sido 81 trabalhadores afetados. Os resultados das análises laboratoriais e o fechamento do quadro epidemiológico devem ser anunciados em breve.
O que se sabe sobre o caso?
A Vigilância Epidemiológica identificou um surto de doença de transmissão hídrica e alimentar (DTHA) na empresa do distrito automotivo da cidade. Este tipo de surto ocorre quando duas ou mais pessoas ficam doentes com sintomas semelhantes, como diarreia, vômito, dor abdominal e febre após consumirem água ou alimentos da mesma fonte contaminada.
As causas da DTHA podem ser contaminação por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas.
— Teve quem teve sintomas mais fortes, diarreia ou vômito, e teve quem teve um sintoma mais fraco que não chegou a um nível mais tão severo — informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Piracicaba e Região, Wagner da Silveira, o Juca, ao g1.
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O sindicato pediu acesso aos laudos de análise de alimentos e água servidos aos funcionários. A prefeitura informou que a Vigilância Sanitária esteve no local, fez inspeção sanitária e não constatou nenhuma irregularidade.
Segundo a administração, no momento da inspeção, o estabelecimento apresentava boas condições sanitárias e “conformidade com os requisitos de Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, não sendo constatadas irregularidades físicas ou procedimentais imediatas”.
O que falta saber?
Ainda não se sabe o que causou o surto, e a investigação permanece aberta. A Vigilância Sanitária coletou amostras de exames dos funcionários, que foram encaminhadas para análise do Instituto Adolfo Lutz, mas o resultado ainda não saiu.
O que diz a empresa?
Procurada pelo g1, a Hyundai Mobis informou que tomou medidas cabíveis e acompanha “com atenção os relatos envolvendo possíveis sintomas de mal-estar apresentados por colaboradores da unidade fabril de Piracicaba”.
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“Embora, até o momento, não haja confirmação sobre a origem do ocorrido, a empresa adotou, de forma preventiva, uma série de medidas e já comunicou o caso às autoridades competentes, incluindo a Vigilância Sanitária local e a Prefeitura de Piracicaba, colocando-se integralmente à disposição para colaborar com quaisquer apurações que se façam necessárias”, completou.
A empresa declarou ainda, em nota, que implementou ações voltadas à preservação da saúde e do bem-estar de seus profissionais, como a desinfecção no restaurante corporativo e reformulação do cardápio, “priorizando alimentos que minimizem ao máximo qualquer risco de contaminação”.
Níveis de cloro e atendimentos monitorados
A empresa disse também que foram verificados os níveis de cloro de todos os bebedouros da unidade, bem como reforçados os procedimentos de higienização e desinfecção em todas as instalações da empresa, como medida preventiva para evitar qualquer possibilidade de proliferação de bactérias.
“A Hyundai Mobis esclarece ainda que toda a água utilizada em suas operações, incluindo consumo humano e preparo de alimentos, é proveniente exclusivamente do sistema público municipal de abastecimento, não havendo qualquer utilização de água oriunda de poços ou fontes alternativas”, acrescentou.
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A empresa também declarou que acompanha os atendimentos realizados em hospitais e pronto-atendimentos da cidade, com o objetivo de compreender se há registros de sintomas semelhantes na população em geral e quais são esses sintomas.

