Nike, Chanel, Stanley e Adidas são apenas algumas das marcas supostamente falsificadas vendidas por um empresário em Garuva, cidade do Norte catarinense. Uma loja de variedades levantou suspeitas da Polícia Civil após uma ação prender três estrangeiros no Paraná. Nesta segunda-feira (6), um homem foi preso pelos crimes de corrupção, adulteração e falsificação de produto. Cerca de R$ 2 milhões em produtos foram apreendidos.
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A loja investigada fica localizada no Centro de Garuva. Nas redes sociais, divulgavam produtos com as marcas Prada, New Balance, Vans, Lacoste, entre outras. Em uma publicação, roupas com a logo da Adidas foram anunciadas como “camisas de marquinha”, com desconto de R$ 25 na época.
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No local eram comercializados roupas, calçados, cosméticos, perfumes, cadeiras de praias, bijuterias, mochilas, copos térmicos e até mesmo jogos de videogames.
Como iniciou a operação
A Polícia Civil do Paraná iniciou a investigação ainda em 2025. Em 22 de maio, executou operações simultâneas em três unidades de uma rede comercial em Curitiba, capital do estado — com apoio da Vigilância Sanitária, da Receita Federal, da Receita Estadual do Paraná e da Secretaria Municipal de Urbanismo.
A ação, realizada nos bairros Uberaba, Boqueirão e São Braz, resultou na prisão em flagrante de três pessoas, de nacionalidade chinesa, e na apreensão de um grande volume de produtos falsificados, como cosméticos, vestuários, alimentos, isqueiros e essências para cigarros eletrônicos.
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A Polícia Civil do Paraná continuou com o trabalho de investigação para identificar e responsabilizar criminalmente toda a cadeia de fornecimento que matinha os estabelecimentos fiscalizados.
Durante os trabalhos, a investigação localizou um empresário em posse de expressiva quantidade de produtos falsificados no município de Guaratuba. A partir disso, os policiais cruzaram informações e identificaram um possível fornecedor com atuação em Garuva.
Operação em Garuva
O suspeito foi alvo da ação desta segunda-feira (6). A Delegacia de Repressão a Roubos de Joinville, comandada pelo delegado Murillo Batalha, realizou o mandado de busca e apreensão no estabelecimento, que resultou na apreensão de cosméticos falsificados de diversas marcas nacionais e internacionais, vestuários, óculos e demais produtos.
O empresário foi preso e responderá pelos crimes de corrupção, adulteração ou falsificação de produto de uso cosmético ou sanitário, que prevê pena de prisão de 10 a 15 anos e multa. Além disso, foi enquadrado no crime de receptação qualificada e contra a ordem tributária.
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— As diligências realizadas em Garuva exigiram trabalho criterioso de campo para a reunião dos indícios de materialidade indispensáveis à representação judicial. As informações compartilhadas pela equipe paranaense forneceram a base investigativa sobre a qual construímos o conjunto probatório que sustentou os mandados de busca e apreensão — detalhou o delegado.












